Crítica: ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK (sem spoilers)

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10 motivos para ver o novo filme da tripulação da Enterprise!

Maurício Muniz

Admito: não gostei do primeiro filme da nova versão de Jornada nas Estrelas (ou Star Trek, como todo mundo tem que chamar a franquia agora). O roteiro não parecia conhecer lá muito bem o universo de Gene Roddenberry, tinha piadinhas demais que tentavam agradar adolescentes e dava a impressão que J. J. Abrams estaria mais à vontade dirigindo um filme de Star Wars – o que finalmente vai conseguir, aliás. Mas o Star Trek de 2009 é, pra mim, o tipo de filme que piora a cada vez que você tenta rever.

Por isso, foi uma surpresa que esta nova produção seja tão legal, emocionante e divertida. Como a história traz um monte de surpresas que não quero estragar e este texto já está atrasado, vou fazer um review com 10 itens que fazem o filme valer a pena – pra mim, ao menos.

1. O clima da série é retomado. Em parte, ao menos. No começo, a trama sobre um sujeito misterioso que parece ter declarado guerra à Federação dos Planetas parece que vai ser uma desculpa para ação e correria desenfreadas meio frias e sem graça iguais às do primeiro filme. Mas logo as coisas entram mais nos eixos e os relacionamentos entre os personagens lembram mais o que era mostrado na série. O filme não tem aquela mensagem de tolerância da encarnação original de Star Trek, é verdade, mas compensa com um clima de aventura que lembra aquela famosa missão de cinco anos.

2. O elenco está mais simpático. No primeiro filme, era difícil simpatizar com alguém além do Dr. McCoy (Karl Urban). Desta vez, os personagens estão melhor resolvidos e mais interessantes. Menos, sinceramente, Chris Pine que continua estranho e não convence ainda como Capitão Kirk.

3. Benedict Cumberbatch, como o vilão. Sim, ele também é o Sherlock da série de TV e, de vez em quando, você vai ter a tendência de torcer por ele. Fácil, já que ele chega perto de roubar todas as cenas em que aparece.

4. Alice Eve. Sua personagem é simpática, interessante, bonita e uma boa adição à tripulação da Enterprise. E, melhor, ela ainda aparece em roupas de baixo!!! (E dane-se o “politicamente correto”. Chris Pine também aparece só de cuecas e não vi as mulheres reclamarem de sexismo por causa disso!)

5. Spock. Neste filme, ele se mostra o grande herói, mais que Kirk até. E Zachary Quinto convence, ainda mais quando deixa o lado humano do vulcano aflorar e parte pra porrada ao final.

6. A perseguição de naves em dobra espacial. De roer as unhas, acredite.

7. Scotty. Se Simon Pegg não convenceu muito como o engenheiro-chefe da Enterprise no primeiro filme, aqui a história é diferente. Scotty aparece finalmente como o escocês apaixonado por sua nave, mas turrão o bastante pra não levar desaforo pra casa. E esperto o bastante pra salvar a pátria ao final.

8. A homenagem e referências a episódios da série clássica e ao filmes estrelados por William Shatner e companhia. Não vamos contar mais pra não entregar alguns dos momentos mais legais do filme para os fãs antigos. Mas são de trazer sorrisos aos lábios, mesmo quando um certo personagem principal morre, porque você vai achar a reviravolta muito interessante.

9. 40 minutos de tirar o fôlego. Os últimos momentos do filme têm um ritmo quase alucinante, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. E são eles que elevam o nível e a qualidade do filme. Já estava bom antes, mas são nos últimos minutos que o filme se torna memorável. Aliás, não esqueça de respirar de vez em quando!

10. A volta de alguns inimigos clássicos. É. Eles. Com uma cara nova. Mas cheios de possibilidades interessantes se tivermos mais filmes.

11. Bônus! A aparição-surpresa, certeira e não creditada de uma ator da franquia original. A meia estrela da nossa cotação é por causa dele.

Cotação Antigravidade:
4.5

Trailer PERDIDO E MAL PAGO: NERDS EM APUROS

3 comentários sobre “Crítica: ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK (sem spoilers)

  1. Pois é Maurício, a minha grande pinimba com o filme é justamente esta aparição não creditada, que, se homenageia o ator da franquia original, o faz desmerecendo a capacidade de iniciativa do personagem da nova franquia. Refaço minha pergunta quando da ocasião em que vi o filme há um mês atrás: o novo precisava mesmo da ajuda do velho pra chegar àquela conclusão sobre o outro personagem?
    Mas é preciso admitir: o filme se sustenta do começo ao fim, e o senões são o que são, senões apenas. Vou rever daqui a uma semana.

  2. esqueceu de mencionar que tinha o robocop no filme tb! Mas achei a “breve participação especial de um personagem da serie original” forçada e desnecessaria. O final é epico e a partida para exploraçao do espaço onde nenhum homem jamais esteve foi de emocionar. Filmao com certeza.

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