Crítica: BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR

O mito da bela princesa e sua madrasta maligna é recriado como uma aventura cheia de ação, humor e toques sombrios para uma nova geração

Larissa Moreira

Todo mundo, quando criança, ouviu a história da menina que, branca como a neve, com lábios vermelhos como a rosa e de cabelos negros como as asas de um corvo, era invejada por sua madrasta e, ao se tornar a mulher mais bonita do reino, atraiu a fúria da mesma, que se convenceu a matar Branca de Neve.

Nesta adaptação que tem como alvo os adolescentes, voltada principalmente para o público feminino e dirigida por Rupert Sanders (saído do mercado publicitário e estreando aqui na condução de longa-metragens), a malvada madrasta Ravenna (Charlize Theron, de Hancock e Prometheus) seduz, se casa e engana o pai de Branca de Neve (Noah Huntley) e mantém a sua enteada (Kristen Stewart, conhecida pela saga Crepúsculo) aprisionada em uma torre por 11 anos, período em que recolhe as belas jovens do reino para sugar sua energia e se manter imortal, até que Branca de Neve se torna a mulher mais bela de todo o reino e a rainha decide matá-la. Descobrindo os planos de sua madrasta, a heroína arruma um jeito de fugir do reino e se perde na Floresta Negra. Furiosa, Ravenna pede ajuda ao seu irmão maligno, Finn (Sam Spruell, de Um Ato de Liberdade) e manda o Caçador (Chris Hemsworth, de Thor e os Vingadores), um bêbado viúvo que conhece a floresta, atrás de Branca para trazê-la de volta. Ao encontrá-la, o caçador não está convencido das intenções da Rainha e da veracidade de sua recompensa e, apesar de não confiar em ninguém, fica impressionado com a inocência da protagonista. Ele se dispõe a ajudá-la em sua procura pelo castelo do Duque Hammond, onde a jovem espera encontrar seu amigo de infância, o Príncipe William (Sam Claflin, do quarto episódio de Piratas do Caribe), que fugiu com seu pai para terras de anões, fadas e trolls para tentar reunir um exército e proteger o restante do reino contra o jugo de Ravenna.

Branca de Neve e o Caçador supera as expectativas, mantendo-se fiel à trama original e seus elementos principais como os sete anões, a maçã envenenada e o príncipe encantado, mas adicionando elementos sinistros como o exército das sombras –as cenas de ação em que aparecem fazem o expectador pular assustado na poltrona –, um mítico Cervo Branco e, é claro, dando um destaque merecido à figura do Caçador. O filme todo se passa em um clima de ação, suspense e desconfiança, até Branca de Neve cruzar os caminhos dos protagonistas e uni-los em nome de um objetivo comum.

É possível reparar também no progresso que a atriz Kristen Stewart fez desde o primeiro filme da saga Crepúsculo. Aqui ela consegue transmitir com competência a inocência e dramaticidade da pequena Branca de Neve, como era exigido para a trama. Outro destaque é a presença de atores famosos como Bob Hoskins, Ian McShane, Toby Jones e Nick Frost como os célebres anões.

O final do filme deixa algumas questões em aberto, mas é uma estratégia do produtor Joe Roth, que deseja fazer de Branca de Neve e o Caçador uma trilogia e desenvolver melhor, nas duas sequências, o relacionamento entre a princesa, o príncipe e o caçador. Isso, claro, se a bilheteria desta aventura corresponder às expectativas do estúdio.

Cotação Antigravidade:

Trailer FRACASSO DE PÚBLICO: ADEUS

2 comentários sobre “Crítica: BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR

  1. está me cheirando a copia de Alice… não na história, mas quanto a transformar conto de fadas em historias sombrias, não há como negar…

  2. Amei o filme, porém, fiquei decepcionado com os momentos finais de uma história que merecia um final épico. Desde a entrada da maça envenenada até o despertar de Branca de Neve e seu discurso emocionante, fiquei com a pulga atrás da orelha, mas do nada e sem nenhuma preparação ela entra em um armadura e segue rumo ao palácio da rainha como uma guerreira nata. O desfecho das duas protagonistas também deixou a desejar, uma vez que o confronto entre a rainha má e Branca de Neve deveria ser excepcional, épico e arrebatador, mas no fim das contas foi curto, sem tanta emoção e razoável. Os romances foram pouco explorados e o fim é digno de uma nota 7,0.
    Porém, o grande acerto foi a interpretação mais que radiante de Charlize Theron como a rainha Ravenna, ela foi má em todos os sentidos, com uma pitada de tristeza e pena.
    Enfim, entre acertos e erros, Branca de Neve tem tudo para uma continuação, tomara que desta vez bem feita do começo ao fim, parabéns ao diretor e a toda a equipe por esse filme, que sim, foi ótimo. (tirando as cenas do trailer que prometiam ser ótimas mas foram cortadas:/ )
    Parabéns a Kristen Stewart que também soube entrar e se encaixar perfeitamente em uma Branca de Neve sem precedentes.🙂

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