Crítica: O DESPERTAR

Muitas reviravoltas e ótimas interpretações em terror britânico sério e arrepiante

Maurício Muniz

Lançado em 2011 sem muita fanfarra na Inglaterra, O Despertar não apenas recebeu muitos elogios como também entrou na lista de “Melhores do Ano” de alguns críticos. Por isso, a curiosidade em assisti-lo era grande. E o filme não decepciona.

Produção da BBC Films, é o primeiro trabalho para o cinema de Nick Murphy, que antes só trabalhou na TV. Alguns dos trabalhos que assinou foram episódios da série Primeval, que não prima muito pela sutileza em sua história sobre dinossauros que chegam a nossa época. Mas o diretor mostra que sabe fazer um espetáculo sério e bastante adulto num filme de ritmo lento, mas cheio de surpresas.

A história se passa em 1921, pouco tempo após o término da Primeira Guerra Mundial e o fim da Gripe Espanhola, dois eventos responsáveis por muitos milhões de mortes nas ilhas britânicas e um consequente interesse da população pelo sobrenatural e por tentativas em contatar o além. Mas, nem todos creem que há vida após a morte e o melhor exemplo é a jovem Florence Cathcart (Rebecca Hall, de O Grande Truque), que especializou-se em provar que qualquer contato com espíritos são apenas farsas realizadas pelos mais diversos charlatões. Ela até escreveu um livro sobre o assunto e tornou-se famosa em todo o Reino Unido.

É essa fama que faz com que ela seja procurada por Robert Mallory (Dominic West, de 300), um herói de guerra que hoje é diretor de uma escola para meninos no interior que enfrenta um problema singular: as aparições de um fantasma que, aparentemente, levaram à morte de um dos alunos. Florence aceita a tarefa de investigar o caso e parte para o sombrio colégio determinada a provar a todos que não existe nada de estranho acontecendo no lugar. Mas ela pode estar enganada. Em sua interação com o traumatizado diretor da escola, a dedicada governanta (Imelda Staunton, de Harry Potter e a Ordem da Fênix), o agressivo zelador do local e seu vários alunos, a teia de mistérios que envolve Florence se mostra muito mais do que ela poderia esperar.

O Despertar é um filme cheio de reviravoltas. Não apenas ligadas à investigação fantasmagórica, mas também à história pregressa de alguns de seus personagens. Para fãs de filmes de terror, algumas dessas reviravoltas podem parecer não muito originais, mas a forma como se desenvolvem o são, em sua maioria. E mais importante: aliado a alguns momentos arrepiantes, um clima misterioso e ótimas interpretações, o filme se mostra um ótimo espetáculo, muito superior à onda mais recente de filmes sobre assombrações, como o mediano Sobrenatural. Há surpresas até os últimos momentos e o roteiro evita ser óbvio, mesmo se dá muitas pistas sobre a verdade durante durante todo o tempo. Sim, em sua maioria pistas sutis e pequenas, mas que se mostram bastante lógicas quando os mistérios são desvendados.

Há fantasmas no colégio? Não há fantasmas? Para descobrir a resposta, vale a pena uma visita a essa casa assombrada.

Cotação Antigravidade:

Trailer: ZUMBIS: MUNDO DOS MORTOS

6 comentários sobre “Crítica: O DESPERTAR

  1. realmente tmb tó sentidno falta do antiprograma mas sabe como é 2012 e todos os nerds estao se preparando para os ataques alieniginas que estao por vim entao até entendo a demora rsrsrs,relaxa que os caras devem tá trabalhando pra caralho ou nao né, espero que saia um antiprograma logo,flw

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