Crítica: TRANSFORMERS 3: O LADO OCULTO DA LUA

Os robôs gigantes estão de volta, explodindo tudo em seu caminho em Transformers 3. Mas será que isso é uma boa notícia pra alguém?

Alvaro Omine

O que esperar de um filme dirigido por Michael Bay? Visual extravagante, muitas cenas de ação, mulheres bonitas, pontas de atores famosos, atuações chinfrins e explosões, muitas explosões. Ou seja, mais do mesmo.

O terceiro filme da franquia Transformers começa com a chegada dos primeiros homens à Lua, em 1969. O que parecia, para o mundo, apenas uma disputa pela hegemonia na corrida espacial era, na verdade, uma missão secreta: descobrir um objeto que caiu na Lua, detectado pela Nasa, e mantê-lo em segredo. Só que esse segredo pode custar a vida no planeta Terra.

Assim como fez em A Vingança dos Derrotados, aqui Bay copiou um trecho do primeiro filme, a batalha na cidade, e o estendeu, colocando um pouco mais de drama, conflito, humor e reconstituição de época. Tudo risível – menos o humor.

Um dos grandes problemas neste terceiro filme é a falta de entusiasmo dos atores. Parece que estão lá só pelo dinheiro. Shia LaBeouf está em ponto morto. Seu personagem, Sam Witwicky, tenta parecer o mesmo dos outros episódios, atrapalhado e esquizofrenico, mas nota-se a falta de vontade do ator. Josh Duhamel continua igual – e não é um elogio. John Turturro está apatico. Já os atores convidados, como Frances McDormand (que faz uma big boss, irritada e mandona, das forças de defesa americana) e John Malkovich (um diretor que contrata Sam, em seu primeiro emprego depois de se formar na faculdade) até que tentam dar alguma vida a seus personagens, mas estão exagerados e histriônicos. Lembram até o Duas-Caras do Tommy Lee Jones e o Charada do Jim Carrey. Uma lástima. O fugitivo de Grey’s Anatomy, Patrick Dempsey, como um ricaço, dono da maior empresa de contabilidade dos EUA, esta mais do que canastrão. As duas únicas atuações que merecem algum elogio são de Leonard Nimoy, a voz do Sentinel Prime e, pasmem, a novata Rosie Huntington-Whiteley está competente como a atual namorada de Sam. Fora que é uma bela garota com sotaque britanico, apesar de ainda sentirmos saudades da Megan Fox. Desta vez não temos os gêmeos Autobots irritantes do segundo filme, mas temos um companheiro infame e cabeludo, tão pior quanto, para aquele robozinho que vira mascote dos heróis.

Mesmo com alguns efeitos excelentes, mais visiveis e em 3D – que, por sinal, não acrescenta nada ao filme – Transformers: O Lado Oculto da Lua é fraco, muito fraco, com uma história confusa e cheia de clichês que não empolga ou envolve o espectador. Até mesmo quando um dos Autobots morre, a cena não diz nada. Na verdade, há várias cenas sem ação nenhuma, nas quais o filme mais se arrasta, com diálogos maçantes, situações previsiveis, atuações xoxas e piadinhas sofríveis. Há personagens que aparecem do nada e somem sem dizer a que vieram, como os pais de Sam e o próprio Malkovich.

A única cena razoavelmente empolgante ocorre quando os fuzileiros se jogam do avião e voam usando um macacão com asas… até o momento em que passam entre os destroços de um prédio e os efeitos deixam, subitamente, de ser convincentes. Até a cidade de Chicago, mostrada destruída, não convence. Parece só um cenário mal construído.

Segundo alguns sites noticiaram, este é o ultimo filme dos Transformers dirigido por Michael Bay. Esperemos que sim. Pra um final de trilogia, infelizmente está muito longe de ser memorável. É daqueles filmes que se assiste e, cinco minutos depois, esquece.

Pra quem é fã dos Transformers, de Leonard Nimoy, John Malkovich, Frances McDormand, John Turturro e modelos da Victoria’s Secret, talvez valha alguma coisa. Mas vá com a expectativa baixa. Bem baixa, mesmo.

COTAÇÃO ANTIGRAVIDADE:

Assista abaixo ao trailer de O QUE ACONTECEU AO HOMEM MAIS RÁPIDO DO MUNDO:

5 comentários sobre “Crítica: TRANSFORMERS 3: O LADO OCULTO DA LUA

  1. Não concordo muito com seus comentários. Aceito-os. Acredito que falta um pouco de entusiasmo a quem assiste para criticar. Para mim, este, melhor filme da franquia, tem enredo concreto e explicativo. Achei que: Não ganhará um Oscar, mas deixará os expectadores satisfeitos. Abraços.

  2. Concordo com a critica, o espectador nao fica preso ao filme, as cenas de acao como do predio se perdem, totalmente sem expressao significativa quanto a morte de um dos personagens, explosoes exaustivas…nem acredito que realmente paguei para assistir isso!

  3. simplismente o cara se acha o quentin tarantino ou ang lee né, pra falar de interpretação, intusiasmo ou quem atuou melhor ou pior com tanta propriedade. no minimo sabe manejar uma câmera ou criar um roteiro q faça mais sentido correto???…sou ator e roterista e não costumo da opiniões nos trabalhos dos outros, pois acho q todo mundo deve interpretar da maneira q achar confortavel, mas da forma q vc esta se expressando amigo, sinceramente… vai estudar um pouquinho vai ..depois vc q souber pelo menos como se trabalhar a criação do personagem na circustância dada a ele, ai sim vou ler a sua opinão sobre o mesmo e guarda-la para mim.

    Intusiasmos HAuHAU é essa é boa…

  4. comentei em um blog o mesmo que você criticou aqui … adorei sua critica pq tive a mesma percepção … e até usei a frase “o filme não empolga” como você … Parabens

  5. Concordo plenamente com sua crítica. Um dos piores filmes que já vi (aliás, da metade para a frente fica quase impossível assistir…).

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