Crítica: ENTERRADO VIVO

Ryan Reynolds carrega quase sozinho um dos melhores suspenses do ano

Maurício Muniz e Alvaro Omine

Ano que vem, o astro Ryan Reynolds vai cruzar as telas dos cinemas de todo o mundo como o Lanterna Verde, o famoso herói da DC Comics. Você sabe qual é! Aquele do juramento de “No dia mais claro, na noite mais densa…”. Pois é, mas vai ser difícil seu personagem lá enfrentar uma situação mais perigosa e  uma escuridão mais densa do que esta que o ator vive em Enterrado Vivo, que chega agora aos cinemas do Brasil.

A história começa com Paul Conroy, um caminhoneiro civil que trabalha na reconstrução do Iraque, acordando dentro de um caixão fechado e aparentemente enterrado na areia. Desesperado e tentando entender o que aconteceu, logo o rapaz descobre que há um aparelho de celular abandonado com ele quando o sequestrador, um guerrilheiro árabe, liga e manda que ele peça um resgate de milhões de dólares para ser libertado. Se o dinheiro não se materializar em algumas horas, Paul será morto.

A partir daí, pela próxima hora e meia vamos acompanhar a via crucis do personagem, tentando contatar alguém que possa ajudá-lo a escapar dali, seja a empresa que o contratou, o FBI, o exército ou sua própria família. Antes que a bateria do celular acabe, ele precisa ser mais esperto do que seus sequestradores e conseguir sobreviver tempo o bastante para ser resgatado.

Dirigido pelo pouco conhecido Rodrigo Cortes, o filme é uma produção da Espanha, com equipe técnica daquele país, apesar de falado em inglês. A produção é simples – o caixão é o único cenário – mas bastante eficiente, ainda mais se considerarmos o orçamento minúsculo para os padrões hollywoodianos de apenas 3 milhões de dólares. Os destaques são mesmo a interpretação de Reynolds, mais conhecido por papéis de humor mas que se sai muito bem num papel até trágico, e o roteiro que consegue aprofundar a vida e a personalidade de Paul apenas através de diálogos bens construídos. Há alguns outros nomes famosos no elenco, que só emprestaram suas vozes, como Stephen Tobolowsky (de Bossa Nova e Amnésia) e Samantha Mathis (de A Última Ameaça e Psicopata Americano), todos trabalhando em prol de contar a ótima história.

Um dos pontos fortes é o ritmo rápido da trama. Mesmo passado num espaço confinado, Cortes – que também é autor do roteiro – não deixa que a situação caia em marasmo. É quase um filme de corrida em que o herói não pode se levantar. Pode parecer um clichê dizer isso, mas numa época em que estamos rodeados de filmes com orçamentos multimilionários que dizem tão pouco e quase não trazem conteúdo, uma produção barata como Enterrado Vivo acaba sendo uma aula do cinema de qualidade, o cinema de ideias e emoções verdadeiras. Há um ou outro momento que força um pouco a credibilidade, mas são problemas menores dentro de um conjunto tão interessante. Não é à toa que o filme tem recebido tantas críticas positivas e até ganhado prêmios em festivais de cinema fantástico.

Enquanto Reynolds não aparece na produção multimilionária de Lanterna Verde em 2011 com seu famoso juramento, ficamos com esta produção menor e cheia de qualidades que já apelidamos de “A Noite mais Tensa”.

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8 comentários sobre “Crítica: ENTERRADO VIVO

  1. O cara TEM mesmo o talento para interpretar o DESTEMIDO, digamos assim, Lanterna Verde.

    Pena que a Warner Bros só mostrou o infame TEASER, que todos chamam de trailer, e é cheio de toques de comédia, como Homem de Ferro e Quarteto Fantástico…

  2. O único mérito real desse filme é a coragem e originalidade da idéia, no entanto uma idéia original não é necessariamente uma boa idéia.
    A história não tem um propósito, o vilão não é vilão, o mocinho não é mocinho é um cara comum que não tem nenhuma qualidade especial nem grande drama para resolver( além do confinamento, é claro}. E o ponto principal é exatamente esse, o único problema que o protagonista tem para resolver ele não tem como fazê-lo pois está confinado, ou seja a única celeuma imposta à trama não pode ser selecionada pelo único personagem que aparece fisicamente no filme, mas sim por outros personagens que pouco interesse tem em solucionar a questão. Além do que, por mais que choque as pessoas, governo de país nenhum sairia pagando resgates milionários para sequestradores.
    O filme se resume a uma história simploria onde a única dúvida é se Ryan Reynolds vai ou não conseguir sair do caixão. Cheio de falhas no fraco roteiro, como por exemplo um isqueiro tipo Zippo no qual o fluído dura horas, quando se sabe que o fluído utilizado por esses isqueiro não queima mais que dez minutos interruptos, uma cobra que de repente aparece dentro do caixão, ainda mais dentro da calça do personagem e para piorar sai do caixão cavando a terra, o oxigênio que num espaço daquele tamnho, e com isqueiro queimando continuamente, não duraria uma hora, lá dura mais de duas, além da questão de Mark White, (fundamental no desfecho).
    Levando-se em consideração que Mark encontrava-se sequestrado e não salvo, contrariando o que o policial disse a Paul, como foi identificado em segundos na hora do desfecho final? Filmes dessa natureza já foram melhor explorados como no caso de “Por um fio”, onde o drama passado pelo protagonista vai muito além das ameaças de morte, o vilão pretende que ele assuma seus erros para esposa, amigos e para ele mesmo, a trama é muito mais complexa. Em “Enterrado vivo” a sensação que se tem é que a história poderia ser contada para um amigo em dois minutos, com riqueza de detalhes. Como disse no início, o ponto alto é a originalidade e a coragem para produzir um filme passado completamente dentro de um caixão, fora isso não se tem grandes atrativos. Assistam e tirem suas conclusões. Para mim ficou devendo.

  3. Concordo com o usuário – Osnir Lima – em gênero, número e grau. É o típico filme que os CRÍTICOS ADORAM!!! Mas por ser diferente, e não a mesma coisa de sempre. Mas ser diferente, nesse caso, não quer dizer que seja BOM, e sim RUIM! Após assistir 127 horas, esse tipo de filme, esse em especial, é uma sessão da tarde, de um dia ruim, chuvoso, você em casa sem fazer NADA, completamente NADA, pode talvez pensar em assistir. Roteiro fraco, melancólico, é o mínimo que posso fazer. Mas sinceramente, filme medíocre. Repito: filme que os críticos ADORAM, e nada mais. Pesquisando na net vi: Ganhador dos prêmios Goya 2011(hã?) de melhor roteiro original, melhor edição, e melhor som. Concordo plenamente. Mas uma ideia original não quer dizer que seja boa e nesse caso é RUIM. Procurem na wikipedia inglesa e sites de crítica internacionais: os CRÍTICOS ADORAM!!! MAS os espectadores ODEIAM!!! Quer um filme de roteiro original, ganhador de oscar? Assista Gênio Indomável (Good Will Hunting). Esse vale a pena! O nível atual de filmes está muit baixo…

  4. Ótima crítica do site. Como essa gente que gosta de blockbusters iguais, recheados de efeitos especiais que somente te fazem sair do cinema surdo falam bobagem. Nem vale a pena discorrer sobre o que se viu em um filme como esse diante desses outros “críticos”. Vocês deveriam ficar assistindo somente a Transformers mesmo, que conteúdo não tem nenhum, é nada mais do que história em quadrinhos colocada no cinema com efeitos especiais. Eu bato palmas para a atuação de Ryan Reynolds, e ainda espero ver muitos outros filmes de Rodrigo Cortés.

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