Crítica: SHREK PARA SEMPRE

Toda a gangue está de volta numa aventura divertida e que brinca consigo mesmaMaurício Muniz

Primeiro, a má notícia: Shrek para Sempre (Shrek Forever After, 2010), que estreia esta semana nos cinemas, não é tão bom, tão divertido ou tão amalucado quanto os dois primeiros filmes da série. A boa notícia, porém, é que o filme é muito melhor do que o morno e chatinho Shrek Terceiro, de 2007.

Juntos, os três primeiro filmes da série sobre o ogro heróico, iniciada em 2001, arrecadou mais de 2,2 bilhões de dólares no mundo todo, foram um sucesso avassalador em vídeo e ajudaram a transformar a Dreamworks num dos mais importantes estúdios do mercado norte-americano. Este novo filme, segundo expectativas do próprio estúdio, não será um sucesso tão grande quanto os anteriores, o que é um pena, pois renova muito do conceito e traz algumas boas piadas.

O ogro Shrek agora é um pai de família devotado, tem um monte de amigos, é admirado pela população como um verdadeiro astro pop ou até visto como motivo de piada. Não demora, então, para ele começar a ter saudades de sua vida antiga e muito mais divertida, quando era uma figura assustadora que vivia para se divertir e assustar tudo e todos. Querendo uma folga desta sua vida tão regrada, ele faz um acordo com o mago Rumpelstiltskin para voltar, por apenas um dia, ao seu passado monstruoso. Assim, antes que perceba, Shrek é enviado a um mundo onde é  odiado, não conheceu sua mulher Fiona e não é amigo do Burro ou do Gatos de Botas. Aqui, o maligno Rumpelstiltskin é o governante do reino de Tão, Tão Distante, mantendo todos sob seu controle com a ajuda de um exército de bruxas malvadas. Enrascado e frente à possibilidade de perder sua mulher e sua família, Shrek se vê com apenas um dia para tentar colocar tudo de volta nos eixos ou desaparecerá para sempre.

O conceito de colocar um personagem conhecido em uma realidade alternativa quase sempre funciona bem (afinal, o que seria dos X-Men sem universo palalelos e futuros alternativos?) e aqui cria situações divertidas usando como artifício o “truque” de reencenar de forma diferente alguns momentos que funcionaram muito bem nos filmes anteriores, como Shrek e o Burro ficando amigos e o Ogro encontrando pela primeira vez o Gato de Botas. Esse último, aliás, continua sendo um dos melhores achados da série com seu charme latino forçado – mesmo se aqui aparece três vezes mais gordo.

Auto-referente mas ainda esbanjando as famosas “piadas que divertem as crianças e os pais”, no geral este quarto exemplar vale a pena e fecha a série a contento. Se não é genial, consegue deixar o espectador satisfeito o bastante para ter uma pontadinha de tristeza por não ter mais aventuras do ogro e sua turma pela frente. Mas não uma pontada tão grande assim, uma vez que é melhor ir embora enquanto todos gostam de você do que forçar a barra e se recusar a sair de cena.

E quase com certeza Shrek e companhia devem fazer uma participaçãozinha especial na nova série de filmes estrelada pelo Gato de Botas, já em pré-produção na Dreamworks. Se estiver no mesmo nível deste filme atual, que venha logo.

Cotação Antigravidade:

Trailer STEPHENIE MEYER E A ORIGEM DE CREPÚSCULO

2 comentários sobre “Crítica: SHREK PARA SEMPRE

  1. eu vou assistir com certeza esse novo filme do ogro mais querido do mundo! já está na hora do shrek e sua turma se despedirem e espero que o “grand finale” seja em grande estilo! shrek vai deixar com certeza muitas saudades!

  2. Assisti e gostei! E por encresça que parível, o cinema lotado de crianças…e estas no máximo davam gargalhadas nas piadas…de resto silêncio total!!! A atenção completamente voltada para o filme!!! rsrsrs…Sinal dos novos tempos…

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