Crítica: O Exterminador do Futuro – A Salvação

poster exterminador do futuro

Qual será a opinião de um nerd apaixonado por Exterminador do Futuro sobre o novo filme da série, estrelado por Christian Bale e dirigido por McG? Confira a emocionante história de Benedito Nicolau sobre como o Exterminador entrou em sua vida e o que ele achou da nova produção que está chegando às telas. Salvação tem salvação?

Leiam na íntegra porque vale a pena!

Crítica: Exterminador do Futuro – A salvação

(ou pseudo-crônica de amor a um cyborg assassino)

Benedito Nicolau

O nome Exterminador do Futuro sempre significou algo para a minha pessoa: Emoção.

No dicionário Aurélio, “Emoção” é definido assim:

Emoção:
[Do fr. émotion.]
Substantivo feminino.
1. Ato de mover (moralmente).

2. Perturbação ou variação do espírito advinda de situações diversas e que se manifesta como alegria, tristeza, raiva etc.; abalo moral; comoção.

3. Psicol. Reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de conotação penosa ou agradável.

4.Estado de ânimo despertado por sentimento estético, religioso etc.

Eu acho que o quinto item poderia ser Exterminador do Futuro [Do ing. terminator].

Sério! Verdade mesmo. Lembro que era sábado e estava almoçando assistindo o jornal do meio-dia da Globo, onde tinha o quadro semanal do Rubens Ewald Filho, falando é claro, de cinema. De repente ele falou três palavras que marcaram a minha vida: Arnold Schwarzenegger e Cyborg. Cara! Larguei o prato de comida e fui pra perto da TV para poder escutar melhor a matéria. Não dava pra aumentar o som, não ia adiantar nada, minha casa era e é muito barulhenta, família grande que fala alto. Paciência. Fiquei parado que nem bobo olhando aquelas cenas e escutando o Rubens elogiar o filme. Era difícil ele elogiar esse tipo de filme.

A matéria acaba, olho pro lado e meu primo – que todo sábado ia lá em casa – fala: – “E aí? Vamos assistir?” Ele também tinha ficado impressionado. Olhamos o jornal e pronto, estava passando perto de casa. Na verdade, todo filme passava perto da minha casa, morava perto da Avenida Santo Amaro e, naquela época, lá tinha quatro grandes cinemas. O que passava o Exterminador era o cine Del Rey, 968 assentos fora o espaço que tinha entre uma fileira e outra, que dava pra esticar as pernas sem encostar na cadeira da frente, era uma  beleza de cinema. Hoje virou concessionária de automóveis. Isso deprime.

Bem, posso dizer que entrei, tinha umas trinta pessoas no cinema e começou o filme. Mas, para a minha surpresa, aquilo não era só um filme. Era um pesadelo! Uma máquina de matar que não podia ser detida. Impiedosa. Não tinha conversa. Ele matava mesmo. Um pesadelo tecnológico. Nunca tinha visto nada parecido. Nunca! E estava adorando cada segundo daquilo. Cara, que tesão! Ninguém no cinema deu um pio! Dava pra pegar uma faca e corta a tensão no ar. Recordo que, quando o caminhão de combustível explode, todo mundo, soltou um “ufa!”, respirando aliviado. Meu primo, que também soltou “ufa!”, falou: “Acabou!” E de repente o “bicho” sai das chamas e o cinema grita! Foi uma da melhores experiências cinematográficas da minha vida e o inicio da minha devoção e idolatria por James Cameron. O Arnold já amava desde Conan, o Bárbaro.

Vários anos depois, quando falaram sobre um Exterminador 2, quase tive um “ treco” de tanta emoção! O grande deus Cameron tinha ouvido minhas preces. A partir daí ficava procurando tudo sobre o filme. Era difícil. Internet era coisa de ficção cientifica na época. Sei lá quantas vezes vi e ouvi o vídeo clip do Guns and Roses. Sei que, um mês antes de estrear o filme, estava trabalhando na recepção de um flat e minha folga sempre variava. Meu chefe – que era casado mas transava com uma das recepcionistas, que não era a esposa dele (nada contra) – sempre montava a escala de folga com as suas “necessidades”, então achei melhor avisar com antecedência  que queria folga na sexta-feira (não lembro o dia exato), mas era o dia de estréia do Exterminador 2 e ia pegar a primeira sessão. Ele falou que ia ver. Eu, que já estava de saco cheio do trampo, falei, muito macho, que só estava avisando que ia não trabalhar naquele dia, tendo folga ou não, e ele que se virasse. Uau. Nada como estar a fim de sair de um trampo. (Nota do Maurício Muniz: essa, aliás, é uma constante na vida do Benê…)

E Lá fui eu pro cine Liberty, na Paulista. Os cinemas da Av. Santos Amaro nessa época tinham fechado ou estavam completamente decadentes. Tristeza absoluta.

Admito: o Exterminador 2 não era uma  continuação do pesadelo que eu havia “vivido” anos antes. Cinema lotado, gente que não calava a boca, mas o filme era uma experiência nova, incrivelmente nova. O  melhor filme de ação que tinha visto. Com direito a Arnold fazendo papel de mocinho que mais parecia um super-herói, enfrentando um vilão que mais parecia um super-vilão. Tudo era grandioso. Tudo era genial. No popular: era “ ducaralho!”. Quase tive um orgasmo. Mas consegui me controlar até chegar em casa.Infelizmente, nunca deixei de pensar como  teria sido o filme do Homem-Aranha se fosse dirigido por James Cameron, como foi cogitado durante anos. Até hoje choro lágrimas de sangue por isso.

Mais alguns anos depois disso, quase careca e já um pouco triste com alguns filmes que o Arnold tinha feito e com o Titanic (não gosto desse filme e odeio a Celine Dion), fui ver o Exterminador 3. Sinceramente não lembro o que estava fazendo da vida naquela época  ou com quem fui. Lembro que assisti e pensei; não é um filme ruim, tem coisa pior por aí, mas nem passa perto dos outros dois. Mas descobri que tem uma “vantagem” sobre os outros: posso assistir sempre, porque nunca me lembro de nada dele mesmo. É quase sempre um filme inédito.

Aí veio à traição. Arnold me abandona e vai seguir carreira política. Hoje entendo porque fez isso, mas naquela época vi meus sonhos de um Exterminador 4, com ele e o Cameron, irem fazer companhia à porra daquele barco no fundo do oceano.

Mais alguns anos pra frente, fim da era Bush, calvície completa, começa a boataria, que logo se confirma, de um novo Exterminador, dirigido pelo cineasta que só tem três letras no nome, McG. A princípio senti um calafrio de medo mas, quando foram saindo os trailers, comecei a botar um pouco de fé na coisa. Chega o convite pra sessão para imprensa. Beleza! É perto de casa, da pra dormir mais um pouco. Cheguei ao Kinoplex, no Itaim Bibi, com cara de sono. Essas sessões são de manhã e  odeio levantar cedo, mas estava com a maior boa vontade. Vamos ver o que o diretor das três letras pode fazer com um tema de macho.

Bem… o que dizer de um filme do Exterminador sem Arnold? Ou quase 99.9% do tempo sem ele? Fica estranho? Fica, mas não é insuportável.

Esteticamente, o McG sabe o que esta fazendo. O filme inteiro é muito bem realizado visualmente, boa fotografia e direção de arte. Com certeza o seu melhor trabalho em termos de imagens. Algumas cenas de destruição são belíssimas. As cenas de ação são tecnicamente perfeitas. Pena que boa parte delas, a maioria, não convence. Não emocionam. Não fiquei tenso, não falei “Uau, nossa, caralho.” Não vi sangue. Gostava no geral do que estava vendo, era bonito e bem feito, mas não do que estava sentindo. Parecia que o Exterminador tinha virado franquia da Disney. Se em algum momento aparecesse o Jack Sparrow, não ia achar estranho. Mas estava melhor que o terceiro filme da série. O que não quer dizer muita coisa, eu sei.

Referências aos outros filmes tem de monte. Deveria até ter gostado, mas pareceu uma maneira safada de tentar criar simpatia para o filme. Tentar colocar conteúdo em uma historia que tem a profundidade de um copo d’água.

Foi alardeado que a historia seria centrada em John Connor (Christian Bale) e no o “misterioso” Marcus Wright (Sam Worthington). Quando Marcus aparece demora-se um pouco para criar empatia com ele, talvez o ator tenha demorado a achar o tom certo do personagem. Apesar de em alguns momentos Worthington mostrar que sabe atuar e o personagem Marcus mostrar a que veio, o coitado passa boa parte do tempo no “personagem clichê”: Quem sou eu ? Para onde vou?

Bem, vai pra…. ( vocês escolhem).

Já Bale, mostra a que veio. Tenta salvar não só o mundo, mas o filme. Parece que é o único que está dentro do personagem o tempo todo. Tenso, sério, dramático. Alguns podem achar dramático até demais. Mas, apesar da história ser fraca, estamos tratando do fim do mundo, dp fim da raça humana, e isso não é pra dar medo? Ficar preocupado? Entretanto, o resto do elenco, esta no “ponto-morto”. O apocalipse está batendo na sua porta e você fica com cara de Domingo no Parque? Profissionalismo é o mínimo que se espera desse pessoal que é muito bem pago.

Mas isso não é o pior. Não mesmo.

O final. Ah, o final. Diz a lenda que tiveram de refazer o final às pressas, porque teria vazado na internet. O final vazado mostraria John Connor morrendo mas, por ser um símbolo para a Humanidade e a Resistência, sua pele, escalpo, couro ou sei lá o que seria colocado no corpo cibernético de Marcus. Achei isso ridículo, patético e estúpido. Até ver o final piegas que colocaram no lugar. Comecei achar o final vazado melhor…

Mas durante menos de 10 segundos fui feliz. Muito. Graças ao CGI. Em determinado momento, John Connor dá de cara com um T800, modelo Arnold. Ah, Arnold, que saudades!

O CGI teve como base o molde do corpo dele, que Stan Winston fez para o primeiro filme. Ficou ótimo. O suficiente para eu achar, naquele instante, “Agora o filme vai!”

Não foi.

Nota: 6,50 (pelo visual, pelo Bale e por 10 segundos de Arnold)

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17 comentários sobre “Crítica: O Exterminador do Futuro – A Salvação

  1. mas que bosta de filme, hein seu careca nerd…

    Dá pra ler o texto e ver vc falando, rs.

    Abraços! Parabens pelo texto, nota 7,8 e pela resenha, 6,5.

  2. sinceramente, eu acho q nao vou assistir esse filme, nem que seja pirata!
    é um exemplo do que está acontecendo, pareque que o povo nao tem mais criatividade! ficar inventando continuacao pras sagas já terminadas… cagaram com o sexta-feira 13, com certeza cagaram com o exterminador, e vao cagar com um montao de filmes mais.
    e os desgracados ainda querem mais dinheiro…

  3. Ah Benê

    O final do filme é melhor que este final vazado.
    Não sabia deste final vazado, e nos momentos finais já imaginava que John Connors ia morrer e ser substituido.Ainda bem que não usaram este final, seria muito clichê.
    Daria nota 8, bem merecido
    E que venha o T5.

  4. O engraçado é que os defeitos que o Nicolau apontou no filme foram os mesmíssimos que o pessoal lá nos 80’s também poderia apontar no primeiro Terminator. Ou seja, tudo é apenas questão de gosto e época. Ou vai me dizer que a atuação do Schwarza no primeiro filme também não foi considerada patética e/ou inespressiva em 86? Bom, eu continuo gostando bem mais do primeiro Exterminador do Futuro, talvez por ser bem simples e sombrio que todos os outros. Mas eu também não posso negar que também gostei desse Exterminador do Futuro – A salvação. Não é um filme que mudar a minha vida, mas, como filme de ação, eu gostei bastante. E realmente, o tão odiado CGI de fato, teve um papel bem importante dessa vez. Não porque apareceu a figura computadorizada do “arnold” pelado, longe disso (aliás, isso poderia ter sido muito bem evitado). Mas sim pela ação, dos andróides/robôs e os cenários.

  5. Virei fã da série a partir do segundo filme (eu nem era nascido no primeiro) quando assisti na Globo. Depois veio aquela porcaria do terceiro (eu odiei mesmo); daí há pouco tempo apareceu o seriado da Sarah Connor, e eu de cara gostei, encarando como se fosse uma realidade alternativa, mais ou menos como o Star Trek do J. J. Abrahms. Lamentei muito o cancelamento da série de TV, e só não fiquei mais arrasado porque via com expectativa o recomeço da franquia nos cinemas.
    Entretanto, após essa crítica e saber o quanto faturou o filme nos EUA (muito pouco), não é preciso viajar no tempo pra saber o destino da cinessérie do Exterminador.

  6. é o seguinteee

    eu já assisti todos os exterminadores, o melhor pra mim foi o 2º, a treta do final do 2º, porraaaaa, é xapadoooo, inesquecivel, o 3º foi mais ou menoss, e esse, a salvação, eu axei muitoo locoo, quem gosta da saga do exterminador, provavelmente sempre quis que lançassem um filme só s/ o futuro “sombrio” da Terra, e só por ver esse mesmo futuro ja axei do caralho e por mais que e história seja meia boca, as cenas de ação fodas, aquela cena na ponte , puta queo paril, muitoo locoo, mas enfim, pra mim esse exterminador foi bom, até pq num tnh ke te muita história, é guerra entro humanos e maquinas porraa, só tem ke te tiroteioo!!!! haUhAUAHuAhAUhauAH

    e cadee o anti-programa?????

    falowww

  7. alguem com saudade de mim ae?

    ehehhe tava de férias pessoal… agora to devolta ahuahuahuhau

    olha nao gostei do filme.. achei fraquissimo.. como disseram ae em cima… só tem açao.. e ponto.. historia nenhuma…

    as pessoas seguem o connor cegamente pq ouvem sua voz no radio? aff o filme é fraco demais…

    esquecivel… quando pensei q o arnald ia salvar o filme.. ele nao salvou auhahuua

    nao gostei do filme.. nao mesmo… tem coisas melhores por ae… e açao por açao.. o filme só tem isso.. uma corrida desenfreada sem historia alguma… efeitos de açao muito bons… mas um filme nao se suspenta apenas em efeitos…

    a velha maneira hollywoodyana de fazer dinheiro.. açao + efeitos… e a galera gosta fazer oq..

    ainda ta longe de filmes europeus ou orientais ou mesmo filmes decentes americanos serem do gosto popular.. pq nao tem a açao cheia de efeitos desnecessarios

    q nao venha o T5… nao se continuar assim…

  8. as minhas espectativas estavam corretas!o Bale , com um dos maiores atores da atualidade, salva mais um filme em sua carreira!achu que irei gostar do filme como telespectador e não como fã!mas o que importa em alguns momentos é dxar isto de lado e buscar me divertir( vamos ver né huahuauahuhauhau)!!!!! achei muito coerente o comentário do Marcelo!!!

    abração galera

  9. acabei de ler direitinho a critica feita pelo nosso primeiro amigo(BENEDITO NICOLAU)!logo agora que acabei de ver o filme!e vi q não concordo com mais da metade do que ele falou!!!
    o filme esta bom sim, Bale da mais uma prova de que é uma das maiores estrelas do cinema de hj!o enrredo ta simples mais bem bolado, os efeitos estão 10, as ligações com os outros filmes tmbm!!!
    não vou comparar o filme com o primeiro exterminador, até prq o ano era de descobertas e é normal a pessoa c imprecionar com a historia( ISTO NÃO MUDA O FATO DO PRIMEIRO FILME SER MUITO FODA, OU CJA, UM MARCO)!nesse a gnt ja esta acostumado e sabe muito bem o que vai ver, é só abrir a cabeça e ver que os tempos mudaram e o futuro bate a nossa porta!bom filme galera, da pra soltar uns palavrões em varias cenas e os dialogos são outro ponto forte do filme!e outra, qualquer fim para este filme seria clichê(eles escollheram o melhor huahuahuauha)e o final da um gancho para o 5, e que venha com muito bom grado hhuahuah, ou não!!!!hauhuauahuauha

  10. que isso, esse filme tá uma merda sim. O CRISTIAN BALE TÁ UMA BOSTA NESSE FILME!
    Eu acho ele bom ator e tal, mas nesse aí ele tá péééssimo. Nada se salva. Esse McBosta é pior que Uwe Boll.

  11. 1º – Sem o tão adorado T-800 estrelando o filme NENHUM diretor do mundo faz milagre.

    2º – Faltaram as cenas de robôs matando DURANTE A NOITE.

    3º – A história se passa DEZ ANOS ANTES do Kyle viajar ao passado no 1º filme.

    4º – É muito estranho a Skynet só aparecer como um holograma da Drª Kogan falando com o Marcus.

    5º – Esse filme só se salva, em parte, por ser “a ponte” para o possível 5º filme, com a suposta criação e aparição do T-1000.
    😀

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