Crítica: Operação Valquíria

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Tom Cruise contra Adolf Hitler numa nova Missão Impossível!

Maurício Muniz

Apesar do que mostra a maioria dos filmes feitos em Hollywood sobre a Segunda Guerra Mundial, o ditador alemão Adolf Hitler não era uma tomcruise-in-valkyrie1unanimidade completa em seu país. Mesmo sendo responsável pela retomada do orgulho alemão e a melhora da economia, seus discursos inflamados e carismáticos não convenceram alguns segmentos menos impressionáveis da sociedade, entre eles um grupo de industriais e militares que, ao perceberem no ditador um homem perigoso e megalômano, planejaram matá-lo em mais de uma ocasião.

É na mais famosa tentativa de matar Hitler durante plena Segunda Guerra, em 1944, que se baseia a história de Operação Valquíria (Valkyrie, 2008), o novo filme dirigido por Bryan Singer (Superman – O Retorno, X-Men 1 e 2) e estrelado por Tom Cruise (de um monte de filmes que você sabe quais são e já assistiu, então não precisamos citá-los). Cruise é o Coronel Claus von Stauffenberg, um veterano da guerra, ferido seriamente em batalha e opositor do ditador alemão, que lidera um grupo de outros militares dos altos escalões num elaborado plano que visa matar Hitler, tomar rapidamente o poder na nação e fazer um acordo imediato com as potências inimigas, colocando um fim ao conflito  que estava dizimando a Europa.

Bryan Singer já tinha tratado dos nazistas duas vezes antes: em O Aprendiz, onde um garoto descobre que um criminoso de guerra foragido é seu vizinho, e numa rápida seqüência no primeiro X-Men, quando o jovem Magneto é levado para um campo de concentração. E, se ele estava esperando a chance de fazer um grande filme sobre a Alemanha de Hitler, aqui pegou a chance com unhas e dentes. Este é, provavelmente, o melhor filme do diretor. Reunindo-se a seu antigo colaborador em Os Suspeitos, o roteirista Christopher McQuarrie, Singer cria um dos melhores suspenses dos últimos tempos, um espetáculo tenso sobre um grupo de homens corajosos e idealistas (e apavorados) que entendem que falhar em seu plano significará a morte. Cheio de detalhes complexos, lances arriscados, muita duplicidade e um clima constante de estar à beira do abismo, o plano desenvolvido por esses homens é quase um Missão Impossível IV e talvez tenha sido isso que atraiu Cruise para o projeto.

valkyrie3Ajuda muita a urgência e o clima da trama que o diretor tenha à sua disposição um elenco tão bom, onde se destacam alguns dos melhores nomes das artes cênicas britânicas na atualidade. Entre os mais conhecidos, estão Kenneth Branagh (Henrique V, Muito Barulho por Nada), Bill Nigh (Piratas do Caribe 2, Todo Mundo Quase Morto) e Terence Stamp (Superman, Agente 86) como os principais conspiradores; Tom Wilkinson (Ou Tudo ou Nada, Batman Begins) como um general interesseiro e pouco confiável; e Eddie Izzard (The Richies, 12 Homens e Outro Segredo) como um amigo de Stauffenberg que se junta à conspiração um tanto contra a vontade. E Tom Cruise? Bem, o maior astro do filme não se equipara a seus companheiros de elenco quando o assunto é talento interpretativo… mas mesmo assim ele segura bem a onda, criando uma figura apropriada de herói caolho, relutante e tristonho, preocupado com a família caso as coisas não saiam como planejadas. Seu coronel Stauffenberg vai fazer os leitores de histórias em quadrinhos lembrarem do Ás Inimigo, um piloto alemão durante a Segunda Guerra que lutava pela sua pátria mas não concordava com os ditames de Hitler.

Qualquer um que entenda um pouco de História sabe que Hitler não foi morto no atentado planejado por Stauffenberg e companhia (na verdade o ditador ainda está vivo e escondido por aí, planejando sua volta num corpo robótico de 30 metros de altura – mas isso é assunto pra outra hora). Assim, grande parte da força do filme está em mostrar o que acontece com os complexos planos dos conspiradores após o atentado e, principalmente, nos deixar tensos sobre seus destinos. Como eles irão escapar da confusão letal em que se meteram?

Operação Valquíria foi uma tentativa de Tom Cruise criar um sucesso de bilheteria e de crítica para a United Artists, estúdio que “arrendou” valkyrie-02_optapós sua separação da Paramount. Com um orçamento estimado em 75 milhões de dólares, o filme consegue recriar de forma eficiente o meio da década de 40 e a Berlim da época, mas sem exageros de forma a manter os valores sob controle. Infelizmente, o filme não impressionou boa parte da crítica e não atraiu o público como se esperava – talvez devido a sua trama um tanto pesada e depressiva. Com 126 milhões arrecadados até o momento (e apenas um terço indo parar nos bolsos dos produtores – uma parte fica com os cinemas e outra com os impostos), Valquíria ainda tem um longo caminho até recuperar o valor investido e ajudar o estúdio a voltar aos bons tempos em que era um dos maiores de Hollywood. Uma pena, já que é um grande espetáculo que merece ser conhecido e deve vir a ser melhor apreciado com o tempo.

Nota: 8,5

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6 comentários sobre “Crítica: Operação Valquíria

  1. Na verdade Hitler está escondido na sua base secreta, no lado escuro da lua.

    E cadê o Anti-Programa 8???????????????????????????????????

  2. Queremos Anti-Programa Queremos Anti-Programa Queremos Anti-Programa…..hehehe

    sou fan da historia da 2ºGuerra e achei até legal o filme…apesar de já ter assistido filmes de guerra melhores, em tema de atuação não deixa nada a desejar…a historia é boa mais entretanto todavia o modo como foi dirigido não foi um dos melhores….

    Abraços

  3. O filme é muito bom,excelente,que pena que as pessoas são muito perfeccionistas,pra derrubar o filme ,mas agente não liga para esses doidos,só querem pedir o programa, se acham o filme ruim,porque pedir ? Esse filme é um dos melhores que assisti como sou fâ da segunda guerra mundial e ele está aprovado valeu!!!!!!!!!!!!!

  4. Sou um fan incodicional de historia da segunda guerra mundial, nem toda luta é vencida, nem toda batalha é pedita, valeu pela tentativa de matar o homem mau, pois nessa vida temos o livre abtre mais quem nao fizer por onde vai acabar como ele ,no infeno. ass:luiz nobre

  5. O Tom Cruise é belo demais para fazer papéis dramáticos. É ele aparecer e a história vai pelos ares. Nesse caso, a História.
    Rosilene

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