86 motivos pra você não perder Agente 86

Confira uma de nossas duas críticas sobre o filme

Eduardo Marchiori

Ok, ok… a gente sabe que você não vai ler tudo isso (nem nós escreveríamos tanto!). Mas selecionamos ao menos 10 motivos pelos quais esta comédia de ação é imperdível!

Estréia em circuito nacional Agente 86 (Get Smart), uma adaptação do clássico seriado dos anos 1960/70, imortalizado por Don Adams no papel título e Barbara Feldon como Agente 99. Nós vimos o longa-metragem e enumeramos aqui dez motivos pelos quais você não pode deixar de ver esse filme. Fique esperto!

1 – Steve Carrell no papel-título: Se alguém poderia encarnar o atrapalhado agente secreto nos anos 2000, Steve Carrell (O Virgem de 40 anos e A Volta do Todo-Poderoso) é o cara. Ele tem o timing perfeito para o humor e mostra que não é preciso fazer caras e bocas para ser engraçado. A semelhança de Carrell com Don Adams é outro ponto positivo, o que dá a impressão de familiaridade com o personagem.

2 – Anne Hathaway como Agente 99: Ok, vamos esquecer que a visão desta beldade na telona enche nossos olhos… e analisar friamente (afffff…). Hathaway (O Diabo Veste Prada) tem a química perfeita com Carrell. No papel de Agente 99, não esconde sua frustração ao ser designada para um importante trabalho com o novato e inexperiente Maxwell Smart. No decorrer da missão, no entanto, ela descobre afinidades com o agente e se torna especialista em tirá-lo das enrascadas, gerando as cenas hilárias, principalmente, porque sempre sobram algumas faíscas nesse relacionamento.

3 – A guerra fria acabou… mas os russos ainda são os vilões: a série foi criada em plena Guerra Fria e enxertou um pouco de humor na tensão que existia entre russos e americanos. Agora que tudo acabou, o longa-metragem brinca com isso: numa das piadas do filme, Terence Stamp (o inesquecível General Zod de Superman II, que faz o vilão Siegfried) diz para seu comparsa: “Quem se importa com o que os americanos escrevem sobre nós? Para eles, nós sempre vamos ser maus!” Em outra passagem, 86 e 99 discutem sobre o fato de um dos passageiros de um avião – o gigantesco ator indiano Dalip Singh, que tem 2m18 e interpreta o guarda-costas russo Dalip) ser um potencial vilão apenas pelo fato de ser grande e ter cara de mau. E, de fato, era. Dosvidanya, Max!

4 – O sapatofone é peça de museu: Nos primeiros minutos do filme, vemos um dos principais apetrechos usados na antiga série de TV, o sapatofone, em exposição num museu sobre o CONTROLE. A agência teria sido desativada por que os americanos possuem outras agências de segurança mais modernas, como a CIA e o FBI e ela não era mais necessária. Além disso, a tecnologia de comunicação atual é bem mais avançada para manter ativo um arcaico sapatofone. Ou será que não?

5 – Masi Oka conseguiiiiiiiiiiiu ser um excelente ator de comédias: Ele poderia gritar, como no primeiro episódio de Heroes: “Eu conseguiiiiiiiiiiiiii!”. Masi Oka (o Hiro de Heroes) está hilário como Bruce, o nerd inventor da agência CONTROLE. Em parceria com Lloyd (Nate Torrence, de Studio 60 on the Sunset Strip), inventa as engenhocas usadas pelos agentes, que nem sempre funcionam como deveriam (como o Cone do Silêncio, em versão high tech). A dupla consegue roubar a cena quando aparece e garante boas risadas.

6 – As cenas de ação são vibrantes: o longa metragem tem uma boa dosagem de ação com piadas de modo que não torna nenhum dos dois maçantes. As seqüências são boas o suficiente para fazer a gente torcer pelos mocinhos e rir das trapalhadas deles ao mesmo tempo (caso da queda do avião ou da luta em cima do carro).

7 – As frases de efeito de Smart são lembradas: os amantes da série vão adorar ouvir frases célebres como “Desculpe por isso, Chefe!”, “Errei por um tantinho assim” ou “Você acreditaria…?”. Algumas novas também foram criadas, como “O quê, você não tem um desses?” usada por Max para provocar 99 quando exibe suas engenhocas.

8 – O roteiro não ofende nossa inteligência: Filmes de ação sempre forçam a barra em algumas seqüências (cair de um avião sem pára-quedas e não sofrer nenhum arranhão é uma delas), mas se Agente 86 é uma comédia, a gente nem liga pra isso! O absurdo é engraçado e o que não é absurdo, tem motivo para estar ali. Os produtores conseguiram criar um roteiro bem amarrado, que justifica as ações terroristas da agência KAOS nos dias de hoje de modo que o espectador não é tratado como bobo, deixando isso para o protagonista.

9 – As piadas são as mesmas de 40 anos atrás… mas continuam divertidas: Na exibição exclusiva para a Imprensa, a Warner Brasileira mostrou também o primeiro episódio da primeira temporada do seriado clássico, que chega às lojas simultaneamente ao longa. A estratégia teve um ponto negativo: ao mesmo tempo em que promoveu o DVD, mostrou que o filme copiou grande parte das piadas. Por outro lado, também provou que boas piadas não envelhecem nunca e sempre é possível rir de novo com o mesmo frescor de antigamente.

10 – Maxwell Smart é… Maxwell Smart, oras: Paródia descarada de James Bond (inclusive mencionada no próprio filme, quando o agente reclama: “aposto que 007 nunca passou por isso!”), Agente 86 é uma comédia gostosa de (re)ver e que agrada ao público de todas as idades. Fãs antigos vão relembrar a cena das portas que se fecham e os novos vão conhecer uma série que estave à frente de seu tempo. Ou alguém pensava em telefonia móvel há 40 anos atrás? Mesmo disfarçada de sapato…

Ah, faltou falar de Dwayne “The Rock” Johnson, como Agente 23… Bem, ele estava lá… mas se não estivesse, acreditamos que ninguém notaria…

Nota: 9,0

Sinopse do Filme:

Na comédia de ação Agente 86, o agente da CONTROLE Maxwell Smart (Steve Carrell) recebe sua mais perigosa e importante missão: impedir que a organização criminosa secreta conhecida como KAOS coloque em prática seu mais novo plano para dominar o mundo. O detalhe é que, além de ser a mais importante, também será a primeira missão do agente.

A sede da agência de espionagem americana CONTROLE é atacada e a identidade de seus agentes fica comprometida. O Chefe (Alan Arkin), então, não tem outra saída a não ser promover Maxwell Smart, que sempre sonhou trabalhar em campo ao lado do famoso e musculoso Agente 23 (Dwayne Johnson). Smart, no entanto, é colocado para trabalhar com a única agente cuja identidade não foi descoberta: a bela, porém implacável, veterana Agente 99 (Anne Hathaway).

À medida que Smart e 99 vão desvendando o plano maligno da KAOS – e um ao outro – eles descobrem que um dos principais artífices da KAOS, Siegfried (Terence Stamp), e seu ajudante Shtarker (Kenneth Davitian) planejam lucrar com ameaças de colocar em ação sua rede de terror. Apesar da pouca experiência e do reduzido tempo de que dispõe, Smart – armado apenas com uns poucos apetrechos tecnológicos típicos de espionagem e de seu entusiasmo inabalável – terá de derrotar a KAOS se quiser salvar o mundo.

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Um comentário sobre “86 motivos pra você não perder Agente 86

  1. Esta crítica esta muito bem feita, parabéns ao site e principalmente ao joranalista Eduardo Marchiori, por sua maneira leve e prazeirosa, de escrever sua crítica.

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