Superman: Direitos são devolvidos em parte aos criadores

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A batalha que envolve o maior herói da DC alcança um novo patamar… e pode impedir que sejam feitos novos filmes com o personagem

Maurício Muniz

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Era uma vez dois amigos, Jerry Siegel e Joe Shuster, que criaram o Superman e o venderam a preço de banana à editora National Periodical (hoje DC Comics), com a condição de continuarem a trabalhar nas aventuras do personagem.

Como se sabe, em pouco tempo o personagem gerou lucros monstruosos e, poucos anos depois, tornou-se o maior herói do mundo, gerando filmes, seriados e todo tipo de produto. Para recompensar Siegel e Shuster, a DC lhes deu… praticamente nada. Quando deixaram de trabalhar devido a problemas de saúde e idade, a dupla se viu passando por sérias dificuldades financeiras durante os anos 60 e 70. E a situação nunca teria mudado se não fosse pela ação do fantástico Jerry Robinson, criador do Coringa e do Robin, que iniciou uma campanha que forçou a DC a pagar um salário para os dois criadores até suas mortes. Mesmo assim, Siegel e Shuster nunca receberam uma recompensa financeira adequada pela criação de um dos maiores ícones da cultura pop.

A partir daí, há duas formas de ver a coisa:

1) Pensar que, se os dois venderam os direitos à DC todas aquelas décadas atrás pelos lendários 130 dólares, não têm mais do que reclamar e deveriam aceitar de bom grado o que lhes foi dado e ficarem quietinhos – mesmo com as histórias de que teriam sido quase forçados a vender os direitos sobre o herói, sendo dois garotos inexperientes lidando com empresários ladinos.

2) Pensar como um juiz federal norte-americano que, na semana passada, viu mérito no processo iniciado anos atrás pela família de Siegel (Shuster morreu solteiro e sem herdeiros) e deu a ela uma parte dos direitos sobre o Superman e uma parte nos lucros obtidos com o personagem desde 1999, ano no qual – segundo as leis americanas – o prazo de validade da compra pela DC teria expirado e os direitos teriam que ser retornados aos autores.

A Warner, dona da DC e, por tabela, dona do Superman, manteve os direitos internacionais sobre o personagem, mas os direitos sobre todo material lançado em território estadunidense deverá ser dividido em alguma porcentagem com os herdeiros de Siegel, inclusive parte da bilheteria de Superman – O Retorno.

A decisão do juiz também pode complicar as possibilidades de vermos Superman nas telas nos próximos anos, seja na continuação de O Retorno, seja no proposto filme da Liga da Justiça.

Vale lembrar, porém, que a dona da Warner é a gigante America On Line, que deve tentar um outro acordo com a família Siegel para dar um jeito na situação ou entrar com um recurso qualquer para barrar a decisão.

Aqui no Antigravidade, sendo fãs do Superman, ficamos tristes que as coisas tenham chegado a esse ponto. Porém, se a DC não tivesse lucrado rios de dinheiro com o personagem durante décadas… se ele tivesse dado prejuízo desde seu lançamento ou apenas empatado o investimento… entenderíamos a reticência em pagar aos criadores uma parcela da grana obtida. Se os donos da editora tivessem mostrado mais boa vontade com Siegel, Shuster e outros de seus criadores ao longo dos anos, provavelmente nada disso estaria acontecendo agora.

De qualquer forma, acredite:

Como nas boas histórias dos quadrinhos, esta aqui ainda CONTINUA!

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2 comentários sobre “Superman: Direitos são devolvidos em parte aos criadores

  1. Esse “Superman Returns” foi tão FRACO e ROMÂNTICAMENTE CHATO que, honestamente, se não resolverem fazer outro (o que eu duvido muito, apesar do que está escrito na matéria acima) não vou sentir falta alguma. Who cares? Os personagens da DC “sempre” foram mal de vendas em relação a MARVEL. E isso é fato. Os personagens simplesmente não conseguiram acompanhar a mudança dos novos tempos, evoluir de forma que pudessem continuar agradando a nova geração de leitores. As vendagens da DC se ressentem disso até hoje, independentemente da qualidade das histórias. Hoje em dia o pessoal só quer saber de mutantes, Wolverine e Spawn. Isso é triste? Sim, claro que é. As pessoas estão mais interessadas em violência gratuita do que o bom e velho herói que fazia valer o respeito e os bons costumes. Super-Homem (agora é Superman, né? Difícil de acostumar pois sou da época que a Lois era chamada de Miriam Lane. Bons tempos…) é um desses representantes. Apesar de nunca ser fã do Super (sou mais fã do Homem-Aranha e da Marvel), sempre tive enorme respeito pelo personagem, pelo que representa e por seu senso de bondade e justiça, ele foi o 1º “SUPER-HERÓI” DAS HQs e é uma persona importante. A MARVEL não existiria se não fosse pelo Super-Homem e a DC Comics. Mas honestamente acho que o Super e tantos outros heróis HOJE EM DIA só estão aí por estar, fazer grana e sustentar empresas e funcionários. O próprio Homem-Aranha da qual admito ser fã mais parece um morto-vivo que esqueceram de enterrar. Sagas de clones, filhos bastardos da Gwen com o Duende Verde e agora esse “One More Day”. Vocês acham que eu consigo ler essas coisas e não fico ressentido? Claro que sim, já faz tempo que não leio gibi por prazer. Leio alguma coisa, muito de vez em quando e quando o faço é no “piloto automático”. Não dá mais vontade, prefiro me retirar… péssimos argumentistas, desenhistas ruins e histórias mal contadas ou copiadas em momento “ULTIMATE”. Francamente… o Super por exemplo, apesar de ser o maior representante da DC, apanha feio do companheiro Batman em vendagens de comics, inclusive em matéria de filmes já que Batman Begins se pagou nos EUA e o Superman Returns não. É o triste fim dos tempos, é claro que suas revistas não serão canceladas mas por outro lado, who cares? Alguém se importou quando cancelaram os comics de gerações passadas? Alguém chorou pelo Brucutu, Brick Bradford, Flash Gordon, Fantasma, Mandrake e tantos outros? Alguém realmente se importou? Fico feliz pela família do Siegel receber alguma coisa agora mas não teria sido legal se isso tivesse acontecido quando os dois criadores do Super ainda estavam “vivos” e com um mínimo de saúde e sanidade? Infelizmente a JUSTIÇA tardou e falhou feio no que diz respeito a Siegel e Shuster. Que eles tenham em morte o que lhes foi negado em vida: DIREITOS, RESPEITO & DIGNIDADE!

  2. Cara, vc falou um monte de coisa que fez o Maurício ter convulsão! onde já se viu mencionar que o filme do SuperHOMEM é chato?! tsk tsk tsk, tadinho do gordinho ter que ouvir isso!

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