ANTIGRAVIDADE: Cultura Pop e Bom Humor

Cinema, Quadrinhos, Seriados de TV e Notícias que você não vê em outros sites

CRÍTICAS DE CINEMA

CRÍTICA: HANCOCK

Hancock ( Estados Unidos, 2008 )

Direção: Peter Berg

Elenco: Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman

CRÍTICA EM ÁUDIO:

TRAILER:

________________________________________________________________________________________________

CRÍTICA: AGENTE 86

Mais de 40 anos depois que o seriado Agente 86 ganhou as tevês do mundo todo, chega aos cinemas a versão do personagem para o século 21, estrelado pelo brilhante Steve Carell.

Confira o opinião de Benedito Nicolau, Gustavo Daher e Jamille Daher sobre o filme e descubra se o filme honra a criação de Mel Brooks e Buck Henry.

O FILME

Na comédia de ação Agente 86, o agente da CONTROLE Maxwell Smart (Steve Carrell) recebe sua mais perigosa e importante missão: impedir que a organização criminosa secreta conhecida como KAOS coloque em prática seu mais novo plano para dominar o mundo. O detalhe é que, além de ser a mais importante, também será a primeira missão do agente.

A sede da agência de espionagem americana CONTROLE é atacada e a identidade de seus agentes fica comprometida. O Chefe (Alan Arkin), então, não tem outra saída a não ser promover Maxwell Smart, que sempre sonhou trabalhar em campo ao lado do famoso e musculoso Agente 23 (Dwayne Johnson). Smart, no entanto, é colocado para trabalhar com a única agente cuja identidade não foi descoberta: a bela, porém implacável, veterana Agente 99 (Anne Hathaway).

À medida que Smart e 99 vão desvendando o plano maligno da KAOS – e um ao outro – eles descobrem que um dos principais artífices da KAOS, Siegfried (Terence Stamp), e seu ajudante Shtarker (Kenneth Davitian) planejam lucrar com ameaças de colocar em ação sua rede de terror. Apesar da pouca experiência e do reduzido tempo de que dispõe, Smart – armado apenas com uns poucos apetrechos tecnológicos típicos de espionagem e de seu entusiasmo inabalável – terá de derrotar a KAOS se quiser salvar o mundo.

Direção: Peter Segal

CRÍTICA EM ÁUDIO:

TRAILER LEGENDADO:

________________________________________________________________________________________________

CRÍTICA: FIM DOS TEMPOS

M. Night Shyamalan, diretor de O Sexto Sentido e A Dama da Água está de volta com Fim dos Tempos, um drama de tons apocalípticos sobre um misterioso evento que afeta a humanidade com resultados fatais.

Mas será que o diretor conseguiu recapturar o sucesso de seus filmes iniciais ou vai apenas repetir o fracasso de público e crítica de seus últimos projetos?

Confira a opinião de Maurício Muniz e Eliane Gallucci!

FIM DOS TEMPOS

Maurício Muniz e Eliane Gallucci, de Vevey

O cineasta M. Night Shyamalan ficou famoso em 1999, quando seu primeiro filme de destaque, O Sexto Sentido, tornou-se um sucesso entre a crítica e, mais importante em Hollywood, entre o publico, arrecadando mais de 670 milhões nas bilheterias do mundo todo.

Desde então, o diretor teve alguns outros filmes que agradaram mais ao público que a crítica (Sinais), outro que não foi grande sucesso mas tornou-se quase um cult (Corpo Fechado) e dois filmes em seqüência que não foram bem junto à crítica ou ao público (A Vila e A Dama da Água).

Agora, Shyamalan volta às telas e à tentativa de conseguir um novo sucesso com Fim dos Tempos (The Happening), uma história que brinca com o Apocalipse e tenta ser original e surpreendente… mas não passa de uma seqüência de cenas óbvias e incoesas.

O filme começa em Nova York, uma das cidades mais populosas do mundo. No Central Park, uma mulher aparentemente confusa resolve se matar com um enfeite de cabelo. Num prédio em construção, os operários começam a pular para a morte, um atrás do outro. Um guarda, em meio ao trânsito carregado, puxa um revólver e estoura os miolos.

Logo é identificado que o motivo dos suicídios se deve a uma toxina que atua sobre o sistema neurológico causando paralisia, confusão mental e bloqueio do instinto de auto-preservação. As autoridades norte-americanas suspeitam de um ataque terrorista e a preocupação aumenta a medida que esses acontecimentos estranhos se multiplicam e as notícias sobre os mesmos se espalham.

Em meio a esses acontecimentos terríveis, o professor de ciências Elliot Moore (Mark Whalberg) e seu amigo Julian (John Leguizamo) resolvem levar as famílias para a casa da sogra deste último, num local afastado que imaginam ser mais seguro do que qualquer centro populacional. Porém, conforme viajam, cada vez fica mais claro que os acontecimentos não poderiam ser fruto de um ataque terrorista e que algo inexplicável – e muito maior – pode estar acontecendo.

Não demora muito para o espectador descobrir o que realmente está acontecendo, ainda mais quando os heróis encontram um personagem que transmite informações aparentemente aleatórias mas que levarão o professor Elliot – e o espectador – a matar a charada. Mais importante para a trama, é o que os protagonistas farão para escapar do mesmo destino terrível de tantos outros ao longo do filme.

Em tempos onde a questão ambiental está na mente de todos, Shyamalan entra na onda, mostrando sua visão sobre o assunto com aquele toque de Além da Imaginação que lhe é peculiar. O problema é que o roteiro carece de uma linha narrativa coerente e interessante. O filme é uma longa seqüência de cenas mal estruturadas e de pouco apelo emocional. Os personagens não carismáticos o bastante para que nos preocupemos com eles. Tudo isso, aliado à falta de surpresas reais no roteiro e a atuação pouco inspirada dos atores, deixa o resultado final um tanto cansativo.

Tanto o diretor quanto o roteirista Shyamalan já foram melhores, mas não em seus trabalhos mais recentes, o que leva a pensar se seu talento para contar histórias já acabou. Fim dos Tempos pode ser visto se o fã de cinema mantiver a expectativa baixa. E controlar a própria vontade de se matar ao final da projeção.

O Melhor: O conceito da trama (infelizmente, muito mal explorado).

O Pior: A velha louca no final do filme: chata, desnecesária, sem sentido e sem justificativa para a trama.

Nota: 2,0

_________________________________________________________________________________________________

CRÍTICA: O INCRÍVEL HULK (EM ÁUDIO)

O gigante verde da Marvel volta às telas numa nova versão que pretende reiniciar a série, com mais ação e aventura, após o filme dirigido há cinco anos por Ang Lee. Mas será que o filme é mesmo melhor que o anterior? Ou a a versão de Ang Lee ainda é melhor?

Confira a opinião de Maurício Muniz, Benedito Nicolau e Gustavo Daher sobre o assunto.

O FILME:

Após participar de um experimento do governo que lhe dá a habilidade - indesejada - de transformar-se num monstro verde de enorme força física, o Hulk, o Dr. Bruce Banner vive como fugitivo, cruzando o mundo atrás de alguma possível cura para sua condição. Após passar algum tempo morando oculto numa favela no Brasil, o Dr. Banner é obrigado a voltar aos Estados Unidos para encontrar a mulher que ama, Betty Ross; tentar encontrar ajuda com um cientista excêntrico; e enfrentar tanto o obcecado General Ross quanto o soldado Emil Bronski, que deseja transformar-se num monstro tão poderoso quanto o Hulk. Dessa forma, o cenário está armado para uma luta colossal pelas ruas e céus de Nova York.

Direção: Louis Letterrier. Com Edward Norton, Liv Tyler, William Hurt, Tim Roth e Tim Blake Nelson.

CRÍTICA EM AÚDIO:

TRAILER:

_______________________________________________________________________________________________

CRÍTICA: INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (EM ÁUDIO E TEXTO)

Após uma espera de 19 anos, chega aos cinemas a quarta aventura do arqueólogo Indiana Jones. Mas será que a espera valeu a pena ou o filme é apenas uma grande e triste decepção?

Confira a opinião de Maurício Muniz, Benedito Nicolau e Gustavo Daher, em suas críticas em áudio e em texto!

O FILME:

Após enfrentar um pelotão de soldados russos que o seqüestram para ajudar na busca a um misterioso artefato na Área-51, Indiana Jones é demitido de seu posto de professor quando o FBI suspeita que ele possa ser um simpatizante comunista. Como isso não bastasse, ele é contatado por Mutt Williams, um jovem motociclista que pede sua ajuda para encontrar um conhecido em comum e sua mãe, ambos raptados por terem informações sobre misteriosos crânios de cristal que podem ser a chave para a obtenção de um poder incalculável. Numa corrida pela América do Sul, Indiana enfrentará vários perigos, reencontrará rostos do passado e se verá frente a um enigma do outro mundo.

Direção: Steven Spielberg. Com Harrison Ford, Shia LaBeouf, Karen Allen, John Hurt e Cate Blanchett.

CRÍTICA EM ÁUDIO:

TRAILER:

CRÍTICA POR GUSTAVO DAHER:

Olha só que beleza. Filme novo do Indiana Jones nos cinemas! Mas será que vai ficar legal? O Harrison Ford não tá velho demais pra isso? Será que o Spielberg não vai cagar tudo? Será que o George Lucas não vai transformar isso numa merda?

Enfim, um misto de empolgação e receio tomou conta de mim quando soube que iriam fazer um novo filme do Dr. Jones. Ainda bem que meus receios não se concretizaram. O filme é muito bom! Cheio de referências aos filmes anteriores, o filme dosa na medida certa cenas de ação empolgantes e piadas marotas.

A história é bem legal e gira em torno de uma caveira de cristal com um visual um tanto estranho (não vou entregar spoilers, relaxem). A tal caveira deve ser retornada ao seu lugar de origem e quem fizer isso ganhará misteriosos e grandes poderes.

Claro que isso desperta a cobiça dos soviéticos - os inimigos da vez, pois estamos em 1957 - comandados pela obcecada Irina Spalko (Cate Blanchett). Indiana Jones se mete no meio dessa zona toda e, para que a caveira não caia nas mãos dos comunas, ele é ajudado por Mutt (Shia LaBeouf). No meio do caminho ele se reencontra com Marion Ravenwood (Karen Allen) e com seu amigo,o Professor Oxley (John Hurt).

Os atores estão excelentes. Eu pensei que o personagem do Shia LaBeouf iria estragar o filme, mas me enganei. O ator é bacana e o personagem é bem construído e divertido. Acho que a única “falha” em termos de atuação aconteceu com o John Hurt, mas é porque o personagem dele fica balbuciando e repetindo frases/pistas praticamente toda vez que entra em cena, por casa de sua condição causada pela caveira. Mas nada que desagrade.

A trilha sonora continua bacana, com a inesquecível música-tema de John Williams. Uma pena que os soviéticos não tenham uma música-tema marcante assim como os nazistas tinham no filme A Última Cruzada (não lembro agora se no Caçadores da Arca Perdida eles tinham a música-tema marota).

Comparando com a trilogia original, o filme não faz feio. É divertido, diálogos engraçados, bem-humorado e com cenas de ação bem supimpas. Claro que, com o advento da computação gráfica, agora temos cenas mais grandiosas e mais elaboradas.

E justamente isso me leva agora para a parte chata da resenha: o que eu não gostei do filme…

MACACOS E MARMOTAS DIGITAIS!!

Argh. A cena com os macacos digitais é deveras horrenda. E não custava nada ter filmado umas marmotas de verdade. Acho que sairia bem mais barato. O Spielberg e o George Lucas precisam se controlar um pouco mais no quesito CGI.

Mas isso não estraga o resultado final não. O filme é bem foda. Vale ir ao cinema assistí-lo. Aliás, foi meu primeiro filme do Indiana Jones no cinema. Supimpa!

Nota: 9,8 (só não dou nota 10 por causa dos macacos e das marmotas digitais)

CRÍTICA POR BENEDITO NICOLAU:

Bem, vamos direto ao ponto. Sim, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é muito legal! Você vai se divertir bastante.Vá, não tenha medo de ser feliz. Acredite, um filme que começa com corrida de carros, Elvis Presley e Indiana Jones vai ser muito divertido!

Depois dos Caçadores da Arca Perdida achei o melhor da série.

Mas vamos dar uma geral no filme.

Os atores principais estão perfeitos. Harrison Ford está velho, fato natural da vida pra quem tem sorte, mas eu prefiro ele velho a qualquer “ator garotão, bonitão, saradão e canastrão” que permeia os cinemas hoje em dia. E seu carisma como Indiana Jones está intacto. Não tenha duvidas sobre isso.

Shia LaBeouf, que era o grande temor dos fãs, está muito bem no papel de filho rebelde dos anos 50, metido a Marlon Brando. Diga-se de passagem, muito legal a homenagem ao O Selvagem (The Wild One), do Brando. O garoto é bom, e provavelmente, se não enfiar o “pé na jaca” com as drogas como muitos, será o melhor ator da sua geração, porque talento ele tem. E o principal é que leva sério o que faz.

Já a Cate Blanchett, em determinados momentos deixa sua personagem um pouco caricata, mas sem problema, são só alguns momentos. Ela entra no eixo e depois convence muito bem como a vilã. Afinal é uma excelente atriz e, se você não acha isso, é problema seu. Não meu, com certeza!

Quanto ao resto… bem é resto mesmo. Não levem a mal, eu gosto muito do John Hurt, mas poderia ser qualquer um ali, que não ia fazer muita diferença. E isso vale para o resto do elenco.

A música está legal como sempre. Mas o que chamou minha atenção foi a direção de fotografia.Com certeza este é, visualmente, o melhor de todos os Indiana Jones. O diretor de fotografia Janusz Kaminski e Steven Spielberg conseguiram achar um meio termo visual para o filme que é fantástico. Lembra os filmes anteriores, mas fica com cara de coisa nova.Vá e veja. Como diz a sabedoria popular, uma imagem vale mais que mil palavras. É chavão, mas é verdadeiro.

Já o roteiro, como todo roteiro, tem os seus defeitos e buracos. Mas dane-se! Que roteiro não tem defeitos? Esse até que é bem legal. Não estou procurando o sentido da vida em um filme do Indiana Jones mesmo. Se você estiver, é melhor procurar ajuda profissional. Na verdade, acho que os fãs de “grandes roteiros” deveriam fazer uma retrospectiva com todos os filmes de “grandes roteiros” da historia do cinema. Podemos até criar um festival. A Petrobrás patrocina com certeza. Aí, depois de assistirem todos os filmes de “grandes roteiros”, eu queria perguntar se eles descobriram o sentido da vida ou se, a partir daquele momento, serão seres humanos melhores. Sei… É melhor deixar quieto.

Vá assistir e não fique reclamando, porque tirando o Homem de Ferro, não tem nada mais divertido nos cinemas mesmo.

De 0 a 10? Humm… 9 redondinho, porque 10 só pro Caçadores!

________________________________________________________________________________________________

CRÍTICA: SPEED RACER (em áudio)

Os irmãos Andy e Larry Wachowski, diretores da trilogia Matrix, trazem para as telas agora a sua versão para um dos maiores ícones dos anos 60 e 70, o piloto automobilístico Speed Racer, protagonista de uma série animada de grande sucesso. Cheio de efeitos especiais e um visual que tenta emular o do desenho, o filme dividiu opiniões quando teve seu trailer lançado. Mas e quanto ao resultado final?

Os criadores do Antigravidade, Maurício Muniz e Alvaro Omine, fazem sua crítica ao filme ao lado do cineasta Zé Mucinho e do Supervisor de Efeitos Visuais Rick Ramos. Um grande espetáculo ou um barco furado? Conheça a opinião da equipe do Antigravidade nesta crítica em áudio!

O FILME

Speed Racer, um jovem piloto independente, começa a ficar famoso no mundo das corridas graças a seu talento e coragem. Traumatizado pela morte do irmão mais velho, o audacioso Rex, e tentando fazer o melhor por sua família, Speed irá envolver-se em perigosas corridas, enfrentando inimigos implacáveis e desleais, que não hesitariam em matá-lo para conseguir a vitória. Ao lado de Speed em suas aventuras estão a namorada Trixie, seus pais, o irmão Gorducho, o macaco Zequinha e o mecânico Sparky. Para complicar as coisas, Speed passa a receber a ajuda inesperada do misterioso Corredor X, que ele pensa poder ser Rex disfarçado.

O filme é estrelado por Emile Hirsch, Christina Ricci, John Goodman, Susan Sarandon, Matthew Fox e Paulie Litt.

CRÍTICA - Parte 01 (clique na janela abaixo):

CRÍTICA - PARTE 02 (clique na janela abaixo):

TRAILER (clique na janela abaixo):

ABERTURA DO DESENHO ANIMADO (clique na janela abaixo):

________________________________________________________________________________________________

CRÍTICA “HOMEM DE FERRO” (em áudio)

Baseado num dos mais antigos heróis da Marvel Comics, chega aos cinemas do mundo todo em 30 de abril a superprodução da Marvel Films e Paramount Pictures: Homem de Ferro. Aguardado por alguns e temido por outros, o filme prometia altas doses de adrenalina em seus trailers… mas será que cumpre o que prometeu? Confira a opinião de Maurício Muniz, Benedito Nicolau e Gustavo Daher, nesta nova crítica em áudio.

O FILME:

Na história, o industrial Tony Stark, um dos maiores comerciantes de armas do mundo, é seqüestrado por um grupo de militantes radicais islâmicos… e, para piorar, militantes que usam armas desenvolvidas pelas Indústrias Stark. Forçado a construir armamentos para seus captores ou ser sumariamente fuzilado, Stark secretamente constrói uma armadura que possibilita sua fuga. Confrontado com o mal que seus produtos podem trazer ao mundo, Stark resolver aprimorar sua armadura e lutar pela paz num mundo perigoso. Agora ele é… o Homem de Ferro!

No elenco estão Robert Downey Jr., Terrence Howard, Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow. A direção é de Jon Favreau.

CRÍTICA (clique na janela abaixo):

TRAILER (clique na janela abaixo):

ABERTURA DO DESENHO ANIMADO DOS ANOS 60 (clique na janelas abaixo):

_________________________________________________________________________________________________

CRÍTICA “RAMBO IV” (em Áudio)

10044-2008-01-24-13-59-59_1.jpg

Após vinte anos, Sylvester Stallone está de volta a um dos personagens mais marcantes de sua carreira no filme Rambo IV, que ele mesmo dirigiu. Mas, será que, após todos esses anos, John Rambo ainda é um bom herói de filmes de ação ou os 61 anos de idade de seu protagonista pesaram contra o filme?

Confira a opinião de Maurício Muniz e Benedito Nicolau, numa sessão em áudio gravada imediatamente após assistirem ao filme.

O FILME:

Chega às telas de todo o Brasil em 29 de fevereiro a quarta aventura cinematográfica do personagem John Rambo. Na história, Rambo está morando na Tailândia, afastado de tudo e todos, quando recebe um pedido de ajuda de um grupo de missionários que pretende levar medicamentos aos povos oprimidos da Birmânia, um país próximo. A princípio, o herói se recusa, mas acaba cedendo e transporta-os até lá em seu barco. Porém, quando os missionários são capturados pelo exército do país e seu sádico lider, Rambo tem que resgatá-los usando tudo que aprendeu no Vietnã.

A direção é Sylvester Stallone e no elenco, além dele, estão Julie Benz (Buffy - A Caça-Vampiros), Paul Schulze, Matthew Marsden e Graham McTavish.

CRÍTICA (clique na janela abaixo):

TRAILER (clique na janela abaixo):

_______________________________________________________________

CLOVERFIELD: MONSTRO

cloverfield-abre.jpg

O Antigravidade estréia sua primeira Crítica em Áudio com um dos filmes mais comentados e aguardados do ano! Confira a opinião do editor Maurício Muniz e dos convidados Benedito Nicolau e Gustavo Daher sobre Cloverfield: Monstro. Escute a crítica (desculpando os eventuais palavrões), assista o trailer legendado e divirta-se!

O FILME:

Estréia em 08 de fevereiro em todo o Brasil o filme Cloverfield: Monstro, sobre um monstro gigante que ataca Nova York exatamente na noite em que acontece a festa de despedida de Rob (Michael Stahl-David), o protagonista da história, que está prestes a mudar-se para o Japão. Após o ataque, Rob e seus amigos tentam fugir à destruição, enquanto o monstro continua destruindo tudo à sua frente, sem que o exército possa fazer muito. A produção é de J.J. Abrams (Lost, Alias) e a direção é de Matt Reeves (Felicity). Ainda no elenco: Mike Vogel, Lizzy Caplan, T.J. Miller e Oddete Yustman.

CRÍTICA (clique na janela abaixo):

AVISO: As opiniões de Benedito Nicolau sobre a pirataria cinematográfica não representam necessariamente a opinião do site Antigravidade!

TRAILER LEGENDADO (clique na janela abaixo):

_______________________________________________________________

PLANETA TERROR

Maurício Muniz

O QUE É? Um gás experimental escapa de uma base do governo americano e começa a afetar os moradores de uma cidadezinha, que tornam-se canibais enlouquecidos. Um grupo de sobreviventes, do qual faz parte o misterioso El Wray (Freddy Rodriguez) e a ex-dançarina e pretendente a comediante, Cherry Darling (Rose McGowan) - que tem uma perna comida pelos “zumbis” logo no começo - tenta escapar dos habitantes alucinados e do maligno Tenente Muldoon (Bruce Willis), que está por trás do estranho gás.

E DAÍ? Originalmente, Planeta Terror era metade do filme Grindhouse, lançado no início do ano e que tinha por objetivo trazer ao público americano a experiência que seus diretores, Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, adoravam na adolescência: poder assistir a uma sessão dupla de filmes B num pulgueiro qualquer. Porém, o filme foi um fracasso do ponto de vista comercial: ao custo de 67 milhões de dólares, só rendeu 25 nas bilheterias americanas. Do ponto de vista artístico, a recepção também não foi das melhores. Boa parte da crítica malhou os dois filmes, mas em geral preferiu o Planeta Terror, de Rodriguez, ao À Prova de Morte de Tarantino.

Planeta Terror aporta em nossos cinemas sozinho porque a Dimension Films resolveu lançar os dois segmentos de Grindhouse separadamente no resto do mundo (À Prova chega aqui em março), numa tentativa de recuperar o investimento. Sorte de quem gosta de um bom filme trash.

Planeta não tem a intenção de ser uma grande obra de arte ou mesmo um marco no gênero dos filmes fantásticos. Na verdade, a última coisa que o filme faz é levar-se a sério. A começar pela forma como é apresentado, cheio de arranhões na imagem e até com um suposto rolo faltando, tudo para dar a impressão de estarmos assistindo a uma cópia fuleira de um filme de monstros num cinema de terceira categoria.

A intenção de Rodriguez é nos divertir, brincando com clichês e abusando de cenas nojentas. Ele não evita mostrar membros sendo decepados, entranhas explodindo, crianças tendo mortes estúpidas ou um cientista (Naveen Andrews, de Lost) que coleciona numa jarra os testículos de seus desafetos. O humor aqui é negríssimo e algumas cenas vão se tornar antológicas, como a do soldado (participação especial de Tarantino) que, mesmo com os genitais derretendo, quer violentar a qualquer custo uma mulher; ou a personagem de McGowan trocando sua perna amputada por uma metralhadora de grosso calibre e matando sem dó qualquer um que entre em seu caminho.

O mais interessante é que quase tudo funciona a contento no filme. É tudo uma grande brincadeira que homenageia filmes de terror e de ação, jogando a lógica pela janela e preocupando-se mais em fazer o absurdo parecer possível do que fazer um roteiro sem pontas soltas. Numa época em que o cinema americano parece cada vez ficar mais bobo e sem originalidade, Planeta Terror vem nos salvar da mesmice, mandando bala nas convenções e nos levando a passear numa montanha-russa sem freios.

Pode embarcar sem medo.

O MELHOR: Rose McGowan, que está bonita e divertida num papel que não é tão fácil quanto pode parecer.

O PIOR: Ao separarem os filmes, foram tirados do conjunto vários trailers falsos que os acompanhavam. O único que veremos é o do insano e divertido Machete. Pena que o filme em si nunca será feito.

NOTA: 9,0 (mas você tem que gostar de “filmes-podreira”)

VOCÊ SABIA? Rose McGowan é namorada do diretor Robert Rodriguez. É, alguns sujeitos têm uma sorte e tanto…

_______________________________________________________________

1408

Maurício Muniz

O QUE É? Inspirado num conto de Stephen King, o filme acompanha Mike Enslin (John Cusack), um escritor cético especializado em livros sobre locais mal-assombrados: hotéis, cemitérios, faróis etc. Um dia, ele recebe um misterioso cartão postal com uma imagem do Hotel Dolphin, em Nova York, e uma mensagem para que não entre no quarto 1408. Após pesquisar e descobrir que o quarto tem uma história de suicídios e auto-mutilações, ele resolver hospedar-se lá por uma noite, mesmo contra a vontade do gerente do hotel (Samuel L. Jackson, numa ponta de luxo). Logo começam a acontecer coisas estranhas, a princípio apenas incômodas, mas cada vez mais perigosas e nefastas conforme o tempo passa. Ao longo da noite, Enslin se vê frente a uma força poderosa que vai buscar o terror em seus mais íntimos sentimentos e memórias com a intenção de matá-lo.

E DAÍ? Adaptações das obras de Stephen King para cinema e TV costumam esbarrar no mesmo problema: o terror de King é muito mais psicológico do que visual. Suas histórias são mais sobre o fantasma que se imagina embaixo da cama do que sobre o monstro que agarra calcanhares. Por isso, muitas adaptações das obras do escritor acabam como filmes e séries tão pobres, pois os diretores e roteiristas tentam enfiar na trama todo tipo de elementos “assustadores”, já que fica difícil mostrar os pensamentos dos protagonistas.

1408, infelizmente, é um dos “filmes de King” que não funciona. Na verdade, nem dá pra chamar isso de obra de King, pois é baseado num conto de 20 páginas que guarda poucas semelhanças com o resultado que vemos aqui.

O filme começa bem, criando um bom clima de suspense e terror claustrofóbico. Cusack está carismático e competente como sempre - embora tenha que exagerar a interpretação às vezes, como o roteiro exige -, o que ajuda o filme, pois nos preocupamos com o que pode acontecer a esse sujeito simpático num quarto que parece ter matado mais de 50 pessoas ao longo dos anos. Enslin começa a sofrer com as peças pregadas pelo quarto, a ver coisas estranhas e até a se ferir. Quando percebe que não consegue mais sair do quarto, que está preso ali, começa uma luta entre o escritor e a entidade que parece habitar o local, representado por um relógio que mostra quanto tempo ele ainda tem de vida.

Infelizmente, depois da primeira metade o filme se perde. Tudo fica bobo e exagerado, com o quarto tentando congelar o herói num momento ou afogá-lo em outro e situações que não causam medo algum, apenas parecem sem nexo. A história vai ficando cada vez mais implausível e sem emoção, com algumas tentativas de surpresa que não enganam ninguém que já tenha visto alguns filmes de terror na vida - a seqüência do “sonho” do personagem é até interessante, mas apenas acaba aumentando a confusão que toma conta do filme. A verdade é que os vários roteiristas envolvidos não souberam acabar a história e o diretor sueco Mikael Hafström não conseguiu dar um basta ao exagero na edição final.

Há uma tentativa de colocar algumas máculas e traumas no passado do herói para explicar porque parece procurar provas de vida após a morte, como a história de sua filha que morreu na infância. Mas essa tentativa de aprofundamento não ajuda, apenas deixa a trama piegas e falsa.

É uma pena que um filme tão promissor tenha entrado pela culatra. Vamos esperar que O Nevoeiro, baseado em outra história de King, se saia melhor.

O MELHOR: A discussão entre o escritor e o gerente do hotel antes da entrega das chaves do quarto.

O PIOR: O melodrama da cena final. Depois de tantos exageros e bobeiras na segunda metade do filme, quando você achava que não podia piorar, ainda temos um último escorregão para deixar a conclusão “emocionante”. Eca!

NOTA: 6,0

VOCÊ SABIA? Esta não é a primeira vez que John Cusack participa de um filme baseado numa obra de Stephen King. Ele teve um pequeno papel em Conta Comigo, de 1986.

_______________________________________________________________

RESIDENT EVIL 3: A EXTINÇÃO

Maurício Muniz

O QUE É: A terceira parte das aventuras da heroína Alice (Milla Jovovich) contra a Corporação Umbrella, que desenvolveu uma fórmula que escapa ao controle e transforma a todos em zumbis. Agora, o mundo inteiro foi contaminado e existem poucos sobreviventes. Um grupo de refugiados, liderados por Claire (Ali Larter, de Heroes) e Carlos Oliveira (Oded Fehr), vive em constante movimento, fugindo do número cada vez maior de mortos-vivos. Pelo meio do caminho, eles encontram Alice e unem forças para tentar chegar ao Alasca, local que – segundo algumas pistas – pode não ter sido atingido pela contaminação. Mas o que ninguém sabe é que o vilão Dr. Isaacz (Iain Glen, presente também no segundo filme da série) está atrás de Alice, pois acredita que seu sangue alterado é a chave para um soro que está desenvolvendo e que, ele acredita, pode pôr fim à contaminação.

E DAÍ? Dirigido por Russel Mulcahy (de Highlander e O Sombra), esta terceira parte é, de longe, a melhor da série. O primeiro filme era interessante, mas tentava levar a sério demais a história saída dos vídeo games e faltava um pouco de emoção. O segundo tinha um roteiro razo, mas compensava com muita ação e, por isso mesmo, conseguia ser mais divertido. Este terceiro filme, Extinção, surpreende por misturar um roteiro interessante e boas cenas de ação.

Quando digo “roteiro interessante”, é bom esclarecer que a história não é um primor de estrutura, com personagens profundos e uma história edificante. Mesmo porque, não é isso que se espera desse tipo de filme. Acontecem muitas coisas sem lógica e que não deveriam ter passado batidas num filme de porte razoável como este. Mas, no geral, tudo funciona a contento. A história segue o básico dos filmes de ação, apresentando uma heroína durona enfrentando muitos perigos, como já vimos tantas vezes antes, e alguns perigos e situações curiosas pelo meio do caminho. Nada surpreendente mas é contado de forma competente e interessante.

O filme é uma mistura de gêneros: tem um pouco de Mad Max, um tanto de A Noite dos Mortos-Vivos de George Romero e outro tanto de Tomb Raider. Aliás, Alice está uma perfeita heroína dos quadrinhos aqui, com seu visual estilizado e sempre pronta a matar zumbis ou qualquer outro que tente atrapalhar seu caminho. Ela usa facas, flechas e armas de fogo durante todo o filme, com naturalidade e seu conhecido rostinho angelical.

Temos zumbis atacando, alguns dos heróis morrendo e cenas de ação que nunca deixam a peteca cair. Algumas situações são simplistas, com certeza, mas não incomodam tanto, ainda mais quando servem para fazer a história seguir em frente. É bom notar que Mulcahy está voltando à boa forma, estando mais para o primeiro Highlander do que para o segundo, que também dirigiu.

Ao final, apesar de fechar a trama, o filme ainda deixa algumas pontas soltas para outra continuação. Se for tão divertida quanto esta, tomara que a façam logo.

O MELHOR: O visual estilizado do filme.

O PIOR: Quando um dos personagens se transforma num monstro gosmento e você pensa “Xi! Lá se vai o filme”. Por sorte, o diretor não deixa o caldo desandar… muito. Mas ficou o susto.

NOTA: 8,0

VOCÊ SABIA? Russel Mulcahy foi um dos primeiros diretores egressos do mercado de vídeo clips para o cinema. Na época, meio dos anos 80, pareceu uma boa idéia trazer esses profissionais, com seus estilos visuais apurados, para comandar filmes de ação e aventura. Heh! Na época…

________________________________________________________________

ESPÍRITOS 2: VOCÊ NUNCA ESTÁ SOZINHO

Ariane Lossoli

Há muito tempo, não se criam filmes de terror com conteúdo e suas continuações acabam saindo, literalmente, “piores que a encomenda”. Exemplo disso são sucessos de bilheterias como O Grito e O Chamado que apenas oferecem algumas cenas assustadoras.

Os Espíritos 2: Você Nunca está Sozinho, em cartaz nos cinemas de todo o Brasil, veio para provar que ainda é possível fazer terror de qualidade. O filme não é continuação do primeiro, mas tem a mesma preocupação que seu antecessor: contar uma boa história.

Além disso, Espíritos 2 caminha entre vários gêneros, já que inicia com terror, passa pelo romance e finaliza com muita ação.

E não basta apenas o roteiro para perceber a astúcia dos criadores do filme. O cenário enxuto (a história se passa praticamente em uma casa e em um hospital) e os poucos personagens (são dois atores principais e dois coadjuvantes) provam que não é necessário muito investimento para agradar ao público.

O filme conta a história de Wee e Pim, casal que deixa a Coréia e retorna a Tailândia porque a mãe da moça está doente. Lá, Pim começa a ter visões da sua irmã gêmea siamesa que morreu há algum tempo.

Por sua atuação, a atriz Masha Wattanapanich, que interpreta as gêmeas, pode ser considerada uma revelação do cinema oriental. A dupla tailandesa Parkpoom Wongpoom e Banjong Pisanthanakun, que dirigiu Espíritos 1 e 2, também é promissora, pois tem potencial para realizar filmes em Hollywood e conquistar seu espaço como o consagrado diretor indiano M. Night Shyamalan (dos filmes Sexto Sentido, A Vila, Corpo Fechado, Sinais, A Dama na Água) o fez.

Nota: 8,0

________________________________________________________________

O ULTIMATO BOURNE

Maurício Muniz

O QUE É: O terceiro filme das aventuras do ex-agente secreto Jason Bourne, baseadas nos livros de Robert Ludlum. Desta vez, Bourne (Matt Damon) vira o jogo e vai atrás de seus perseguidores, tentando descobrir de uma vez por todas qual sua identidade. Viajando por metade do mundo e tendo eventuais aliados como Nicky Parsons (Julia Stiles, presente também nos filmes anteriores), ele enfrenta muitos perigos e acaba com um exército de inimigos, até finalmente confrontar o homem que o transformou contra a vontade em uma máquina de matar.

E DAÍ? Pra início de conversa, O Ultimato Bourne é de longe o melhor filme da série. O diretor Paul Greengrass, que já havia assumido o filme anterior, A Supremacia Bourne, imprime um ritmo nervoso à ação! E que ação! Talvez se o primeiro filme da série, A Identidade Bourne, tivesse também sido dirigido por ele, não teria saído um filme tão morno.

Do começo ao fim, o filme quase não pára. O espectador acompanha Bourne desde o momento em que, durante uma perseguição em Moscou, começa a lembrar detalhes de seu passado e continua num ritmo desenfreado, com poucas chances de parar para respirar. O ex-agente da CIA vai a Londres atrás de um repórter que está investigando sua história e a, partir daí, começa a desencavar pistas que podem ajudar a explicar as sessões de lavagem cerebral das quais se recorda. Isso o leva por uma caçada global, enfrentando um contingente sem fim de inimigos comandados por Noah Vosen (David Strathairn, de Boa Noite e Boa Sorte), um homem que usou Bourne para realizar todo tipo de trabalho sujo e se mostra furioso pela arma que criou ter se voltado contra ele.

Como aliados, Jason Bourne terá apenas Nicky Parsons, que acaba entrando numa fria para ajudar o ex-espião (e ex-namorado, revela-se aqui) e Pam Landy (Joan Allen), agente dos altos escalões da CIA que não concorda com as táticas de assassinatos e matanças desenfreadas de seus chefes, o que provavelmente quer dizer que ela está trabalhando no lugar errado… Afinal, é da CIA que estamos falando.

O filme é um dos melhores espetáculos de ação dos últimos tempos. A câmera sem tripé que Greengrass usa o tempo todo funciona bem para manter o clima tenso e a edição rápida não compromete o entendimento das cenas de lutas e tiroteios (como acontece, por exemplo, em Transformers). E Matt Damon está bem e até convincente como o cara durão que não gostaria de saber a melhor maneira de acabar com alguém usando suas mãos ou uma arma.

Vale a pena ver o filme e, talvez, até rever os filmes anteriores antes para entrar no clima.

O MELHOR: Julia Stiles, que amadureceu e está mais bonita do que nunca num papel em que dá apenas um único sorriso.

O PIOR: Ter que comprar A Identidade Bourne, primeiro e mais fraco filme da franquia, porque agora vou querer ter toda a série em DVD.

NOTA: 9,0

VOCÊ SABIA? Após a morte de Robert Ludlum, em 2001, o escritor de suspenses Eric Van Lustbader escreveu mais dois livros com o personagem Jason Bourne: The Bourne Legacy e The Bourne Betrayal. Como os produtores podem querer continuar as aventuras do personagem no cinema, talvez possam usar os novos livros como base para o roteiro.

TRAILER:

________________________________________________________________

OS SIMPSONS - O FILME

por Maurício Muniz

O QUE É: Após 18 anos, a família mais engraçada da TV chega aos cinemas. Desta vez, Homer Simpson comete aquela que pode ser a maior burrada de sua vida, transformando a cidade de Springfield num perigo ambiental e levando os Estados Unidos a isolá-la do resto do país. A cidade inteira quer a cabeça de Homer e agora o atrapalhado patriarca vai ter que se virar para resolver a confusão que criou.

E DAÍ? Muitos críticos andam discutindo se o filme dos Simpsons é ou não melhor do que alguns dos episódios que apareceram ao longo dos anos na TV. E a resposta é simples: quem se importa?

Seria impossível falar muito do filme sem estragar algumas surpresas, por isso vamos nos ater ao básico! Como era de se esperar, a animação do filme é muito superior à da TV. Com um orçamento de 75 milhões de dólares, o criador Matt Groening e os produtores Richard Sakai e James L. Brooks puderam caprichar e tornar o filme um belo espetáculo visual, mesmo dentro daquela estética um tanto tosca do mundo dos Simpsons. E, como é uma produção pro cinema, puderam até colocar no meio da ação coisas que nunca poderíamos ver na telinha, como Bart pelado - numa das cenas mais memoráveis do filme -, Homer mostrando o dedo médio para os vizinhos e alguns efeitos digitais bacanas. Até alguns palavrões despontam aqui e ali de forma tão natural que, quando damos conta, já passou e ficamos nos perguntando se foi aquilo mesmo que ouvimos.

Mais importante do que tudo isso, porém, é que o filme apresenta piadas ótimas e sacadas geniais. Talvez o roteiro não seja uma obra-prima, mas nossa intenção ao ver um filme desses é dar risada e isso acontece muitas vezes durante a projeção. Se é a melhor aventura dos Simpsons fica difícil saber, mas que é a mais engraçada, isso com certeza.

O MELHOR: Maggie, a caçula, mostrando que não se acanha na hora da briga. Mesmo!

O PIOR: Uma tonelada de cocô.

NOTA: 9,0

VOCÊ SABIA? A revista Time escolheu Os Simpsons como “O Melhor Programa de Televisão do Século XX”.

________________________________________________________________

13 Respostas para “CRÍTICAS DE CINEMA”

  1. Crítica: 1408 « A N T I G R A V I D A D E : Cultura Pop e Bom Humor Disse:

    [...] REVIEWS (CINEMA) [...]

  2. Crítica: Planeta Terror « A N T I G R A V I D A D E : Cultura Pop e Bom Humor Disse:

    [...] REVIEWS (CINEMA) [...]

  3. lola Disse:

    Vi o Grindhouse inteiro em DVD, nao no cinema, porque o filme foi tao mal de bilheteria nos EUA que ficou pouquissimo tempo em cartaz. Quando cheguei a Detroit ja tinha sido recolhido. Bom, nao gostei nada do Planeta Terror. Achei repetitivo e entediante. E discordo de vc, Mau-mau. Acho que a maior parte dos criticos gostou mais da parte do Tarantino que a do Rodriguez. O Prova de Morte ta longe de ser perfeito, mas esse sim tem pelo menos uma sequencia antologica. Tem uma das melhores perseguicoes de carro ja filmadas. Essa longa sequencia ja vale o filme (a parte do Taranta, bem entendido). Mas, no geral, Grindhouse nao eh la muito memoravel. Um critico americano, nao lembro qual, explicou o fracasso na bilheteria: talvez o publico atual nao esteja exatamente com saudades dos filmes trash da decada de 70? Ele tem razao…

  4. maumuniz Disse:

    Lola,

    Vou começar a concordar com o pessoal que anda dizendo que você não gosta de nada, viu?

    É que eu gosto de filmes de zumbis e podreiras, principalmente quando não se levam a sério!

    Vamos ver se mais alguém se manifesta aqui sobre o filme!

    Beijos!

  5. Crítica: Resident Evil 3 « A N T I G R A V I D A D E : Cultura Pop e Bom Humor Disse:

    [...] REVIEWS (CINEMA) [...]

  6. maicon Disse:

    resident evil 3 a pior adaptaçao de todos os tempos a historia os personagens do game sumiran os poucos que apareceran eran orriveis e estavão ali so para dizer que era resident evil mas vi um trailer de uma animaçao com os personagens de segundo game aquilo sim parecia ser resident e grindhouse ten bons diretores e parece ser um bom traxe mas todo mundo não ta nem ai porque terror agora tem que ser con muita tortura

  7. alan Disse:

    adorei os comentarios em audio sobre o cloverfield!
    deu curiosidade de ver o filme por causa da escrotice.

  8. Cloverfield: Hasbro revela seu boneco do Monstro « A N T I G R A V I D A D E : Cultura Pop e Bom Humor Disse:

    [...] REVIEWS (CINEMA) [...]

  9. Vagno Santos Disse:

    Planeta Terror é o máximo, muito engraçado, mulheres gostosas, personagens que despertam carisma, muita carnificina, uma pena a proposta do filme, (ou filmes já que era pra ser um 2 em 1) não ser reconhecida e ter ido tão mal nos cinemas. Quando sair em DVD vai ter destaque na minha coleção com certeza ao lado de outras pérolas do gênero que possuo, como Evil Dead 1 e 2, Fome Animal e Seres Rastejantes. Abração a todos.

  10. Borlas e Passatempos Disse:

    Bom filme o do Rambo :)

  11. Ganhe ingressos para Rambo IV! « A N T I G R A V I D A D E : Cultura Pop e Bom Humor Disse:

    [...] REVIEWS (CINEMA) [...]

  12. Oswaldo Lopes Jr. Disse:

    “Rambo IV”, filme do ano?!?!?!?!?!?!?!?! Maurício, meu caro Maurício, o que é isso??? Que tremenda decepção essa crítica!!! Não reconheço mais o meu querido colega fã de Indiana Jones!!! Um amigo meu chamou a crítica de vocês do último garanhão italiano de “Detestável essa crítica. Quero distância da opinião desses caras!”. Conta aí, vocês estavam brincando nessa crítica, né? Ou estavam interpretando moleques de 14 anos de idade? Porque defender algo como Rambo usando como argumentos como “o filme mostra uma guerra realista, violência é assim mesmo”, “cinema de macho, testosterona pura” ou “volta do heróis heterossexual” é coisa de aborrecente punheteiro!!! Comparar isso com Sam Peckimpah e “O Resgate do Soldado Ryan” parece piada - ou insulto!!! Rambo nada mais é do que um símbolo do ultra-radicalismo da extrema direita norte-americana, em filmes cujo principal atrativo é sangüinolência explícita, cabeças explodindo, membros decepados, contagem de corpos, e o pior de tudo, onde parte da platéia aplaude essas coisas. Apesar de adorar filmes de psicopatas e cinema de horror em geral, nem de longe faço parte dessa tribo que clama por corpos esquartejados e sangue e tripas voando na tela. Drogas, tô fora!!!

    E que venha “Indiana Jones e o Templo da Caveira de Cristal”!!!!!! E que venha “Batman”!!!!!! Estes sim, sérios candidatos a filme do ano, e não esse açougue nazista!!!

    Abs,
    Oz

  13. Vagno Santos Disse:

    Concordo plenamente com a critica sobre o Rambo 4. Curti muito esse filme, você realmente torce pelo cara, espera que ele detone aqueles carniceiros do caralho, os mercenarios que ajudam ele são fudidos tambem! O filme é foda! Aquela parte da bomba, puta que o pariu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Nota 10. Ah, e Cloverfiel é uma bos… bomba mesmo. Abraço a todos e continuem assim.

Deixe um comentário

XHTML: Você pode usar estas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>